George Floyd

O apelo do futebolista Raheem Sterling

Andrew Boyers

Jogador inglês, de origem jamaicana, do Manchester City, comparou o racismo à Covid-19 e afirmou que apoia os protestos contra a morte de George Floyd.

O futebolista internacional inglês Raheem Sterling, colega de equipa de Bernardo Silva e João Cancelo no Manchester City, afirmou hoje que o racismo é uma doença contra a qual é preciso lutar, comparando-o à pandemia de Covid-19.

Em declarações à BBC, o jogador, de origem jamaicana, considerou que "a luta contra o racismo é algo que dura há muitos anos", acrescentando: "Tal como acontece em relação à pandemia, queremos encontrar uma solução para o parar"

O avançado internacional inglês colocou-se ao lado dos que protestam contra o racismo em todo o mundo e disse apoiar os protestos desencadeados pela morte de George Floyd, um afro-americano de 46 anos, em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção.

"Estão a tentar encontrar uma maneira de parar as injustiças que veem, lutando por uma causa. Desde de que o façam de forma segura, sem magoar ninguém, nem originar desacatos, podem continuar a protestar de forma pacífica", assinalou.

Desde a divulgação das imagens da morte de George Floyd nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos 10 mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos, e as autoridades impuseram recolher obrigatório em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque.

Os quatro polícias envolvidos foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi acusado de homicídio em segundo grau, arriscando uma pena máxima de 40 anos de prisão.

Os restantes vão responder por auxílio e cumplicidade de homicídio em segundo grau e por homicídio involuntário.

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