George Floyd

Bob Dylan ficou "doente" com imagens da morte de George Floyd

Robert Galbraith

Disse em entrevista ao New York Times.

O músico Bob Dylan disse, numa entrevista publicada pelo New York Times, que ficou "doente" quando viu o vídeo da morte de George Floyd, um afro-americano que morreu em 25 de maio asfixiado por um polícia branco.

"Fiquei doente ao vê-lo ser torturado assim", realçou o músico na sua primeira entrevista desde que ganhou o Prémio Nobel de Literatura, em 2016, citado pela agência EFE.

E acrescentou:

"Isto vai para além do horror. Espero que em breve seja feita justiça para a família de Floyd e para o país".

Aos 79 anos, a lenda do folk, conhecido por músicas como 'Hurricane' (1976), onde denuncia violência policial contra a minoria negra, prepara-se para lançar na próxima sexta-feira o seu primeiro álbum de músicas originais em oito anos, com o nome 'Rough and Rowdy Days'.

No final de março, quando a pandemia começou a atingir os Estados Unidos, Bod Dylan lançou a sua primeira música em oito anos, 'Murder Most Foul', uma balada de 17 minutos dedicada ao assassinato do Presidente americano John F. Kennedy.

Na entrevista publicada hoje, que foi realizada por telefone desde sua casa em Malibu, na Califórnia, Bob Dylan mostrou-se pessimista sobre o futuro do mundo e as consequências da pandemia de covid-19.

"Uma arrogância extrema pode levar a efeitos desastrosos. Talvez estejamos à beira da aniquilação", destacou, deixando de lado qualquer noção de aviso "bíblico".

O músico disse ainda que não está a pensar na sua própria morte.

"Estou a pensar na morte da raça humana", explicou, acrescentando: "O longo e estranho périplo do macaco nu (...) Qualquer ser humano, por mais forte e poderoso que seja, é frágil diante da morte. Penso em termos gerais, não pessoais".

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