Começou na segunda-feira a ser julgado um dos processos judiciais mais mediático da atualidade. No banco dos reús está sentado Derek Chauvin, o ex-agente da polícia de Minneapolis acusado do homicídio do afro-americano George Floyd.

Começou a defesa: a argumentação
O longo primeiro dia do julgamento começou com os comentários iniciais da acusação, que focou todas as suas atenções no vídeo de nove minutos e 29 segundos gravado por uma testemunha que mostra o ex-polícia a pressionar o seu joelho no pescoço da vítima. A declaração do Ministério Público norte-americano terminou com o testemunho de um praticante de artes marciais, que estava presente no momento da detenção, que disse acreditar que Derek Chauvin é o responsável pela morte de Floyd.
Defesa junta forças na teoria de overdose
Já a defesa prometeu provar, nas próximas sessões, que George Floyd morreu na sequência de uma overdose de drogas e devido a problemas cardíacos.
A procuradoria revelou que vai chamar sete especialistas para além do médico que realizou a autópsia e classificou a morte como homicídio. Já Eric Nelson, o advogado do ex-polícia, revelou aos jurados que irá apresentar mais de 50 mil “itens” classificados como provas.
"Algo estava errado"
Várias testemunhas, incluindo uma funcionária de um posto de combustível que filmou a detenção, descreveram que “algo estava errado” na atuação das forças de autoridade.
Fora do tribunal, manifestantes juntaram-se para protestar contra a violência policial. Ben Crump, advogado da família Floyd, sublinhou que “o mundo inteiro está a seguir” este julgamento.
