Queda do BES

ESFG alerta que penhora do Novo Banco sobre ações da Tranquilidade pode ser ilegal

A Espírito Santo Financial Group (ESFG) admite  que o penhor do Novo Banco sobre as ações da Tranquilidade pode ser ilegal,  o que pode por em causa a venda da seguradora aos americanos da Apollo.

A nova imagem do site do BES

"A ESFG acredita que o penhor  1/8do Novo Banco sobre as ações da Tranquilidade 3/8  pode ser ilegal e informou o Novo Banco e outras entidades relevantes desta  conclusão preliminar", informou hoje a 'holding' do Grupo Espírito Santo  (GES). 

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM),  a ESFG afirma que "vai agir legalmente contra o penhor das ações, a sua  execução e qualquer venda das mesmas que possa ser levada a cabo pelo Novo  Banco", caso se confirme a ilegalidade. 

A 'holding' afirma que o Novo Banco tem o direito de vender as ações  da Tranquilidade "se falhar os seus compromissos", admitindo que incumpriu  nos pagamentos. No entanto, a ESFG afirma que "não foi notificada da execução  do penhor", seja pela apropriação ou pela venda das ações a terceiros, e  que, por isso, "ainda é a dona dos títulos". 

A ESFG, que está sob gestão controlada no Luxemburgo, controla a 100%  a Tranquilidade, mas deu a segurado como penhor ao Banco Espírito Santo  (BES) como colateral de uma dívida a esta instituição. 

Com a divisão do BES em 'bad bank' e Novo Banco, o Banco de Portugal  esclareceu que os direitos de crédito do BES sobre a ESFG, garantidos pelo  penhor da Tranquilidade, já que o banco liderado por Vítor Bento fica com  o direito de ser reembolsado desse crédito.  

Assim, o Novo Banco avançou com a venda da Tranquilidade à Apollo Managment  International, fundo norte-americano que também esteve na corrida à reprivatização  das seguradoras da Caixa. 

Fonte ligada ao processo disse à agência Lusa que os norte-americanos  da Apollo pretendem investir cerca de 200 milhões de euros para ficar com  a Tranquilidade, um valor que inclui uma injeção de 140 milhões de euros  na seguradora. 

Lusa