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João Gomes Cravinho, da Defesa aos Negócios Estrangeiros

23.03.2022 20:11

ALMADA, PORTUGAL – AUGUST 20: Portuguese Defense Minister João Gomes Cravinho talks to journalists after greeting the crew of Portuguese Navy NRP Tridente submarine at Lisboa Portuguese Naval Base where the vessel moored today at the end of her 67 days patrol participating in NATO’s “Sea Guardian” Operation and supporting the European Union’s IRINI Operation, both in the Mediterranean Sea, on August 20, 2021 in Almada, Portugal. The country has two Tridente-class submarines, NRP Tridente and NRP Arpão, in service since 2010. (Photo by Horacio Villalobos#Corbis/Corbis via Getty Images)

O até então ministro da Defesa vai assumir um novo Ministério no próximo Governo.

João Gomes Cravinho, o diplomata e académico até agora ministro da Defesa Nacional, é o novo ministro dos Negócios Estrangeiros, mas sem os Assuntos Europeus, que o primeiro-ministro colocou numa secretaria de Estado sob a sua direta dependência.

João Titterington Gomes Cravinho foi ministro da Defesa Nacional nos dois anteriores Governos chefiados por António Costa, ou seja, desde outubro de 2018.

Nascido em Lisboa em 16 de junho de 1964, é doutorado em Ciência Política pela Universidade de Oxford, e com Mestrado e Licenciatura pela London School of Economics. Concluiu o curso Leadership for Senior Executives na Harvard Business School em abril de 2018.

Antes de voltar a Lisboa para integrar os Governos de António Costa, foi embaixador da União Europeia no Brasil, desde agosto de 2015, e desempenhou o mesmo cargo na Índia entre 2011 e 2015.

O novo ministro dos Negócios Estrangeiros assumiu anteriormente funções de secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, nos XVII e XVIII Governos Constitucionais, entre março de 2005 e junho de 2011.

Antes disso foi professor de Relações Internacionais na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, e professor convidado no ISCTE e na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.

João Gomes Cravinho desempenhou também funções de consultor do Instituto de Defesa Nacional, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Comissão Europeia e do Banco Mundial.

Entre 2001 e 2002 presidiu ao Instituto da Cooperação Portuguesa e antes disso foi relator para o setor judicial, na Missão do Banco Mundial em Timor-Leste (Joint Assessment Mission for East Timor), em 1999.

No mesmo ano, foi coordenador e membro de uma missão de observadores internacionais à consulta popular em Timor-Leste.

Autor do livro “Visões do Mundo” (2002), publicou numerosos artigos em revistas académicas especializadas e em jornais sobre temas relacionados com política de defesa, cooperação e relações internacionais.

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