A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social assumiu, esta sexta-feira, a missão de retirar 170 mil crianças da situação de pobreza ou exclusão até 2030, assumindo que não se pode “desperdiçar 20%” das crianças em Portugal.
“Não podemos desperdiçar 20% das nossas crianças que estão em risco de pobreza e essa tem de ser a nossa missão”, afirmou Ana Mendes Godinho, durante a intervenção no debate do programa do Governo, que hoje prossegue.
Relativamente ao apoio à infância, Mendes Godinho realçou a meta de “retirar 170 mil crianças da situação de pobreza ou exclusão até 2030”, bem como alargar a capacidade das creches, reforçar o abono de família e as deduções fiscais a famílias e promover a desinstitucionalização de 18 mil crianças que estão atualmente em casas de acolhimento.
Quanto aos mais velhos, disse a ministra, as prioridades passam por promover uma agenda dedicada à longevidade e participação ativa, a criação de um mecanismo de reforma parcial e a promoção da “autonomia e a não institucionalização dos idosos e pessoas com deficiência”.
“Para tudo isto – e como base de tudo isto – é essencial e crucial continuar a revolução digital na Segurança Social, tornando-a mais próxima e compreensível para os cidadãos e empresas e mais aptas para os desafios que enfrentamos”, acrescentou Ana Mendes Godinho.
Para a governante, a Segurança Social “só cumpre a sua função de promover igualdade de oportunidades se for simples, próxima e acessível a todos”.
O debate do Programa do XXIII Governo Constitucional termina hoje na Assembleia da República com a votação da moção de rejeição apresentada pelo Chega, que deverá contar unicamente com os votos a favor dos deputados do partido proponente.
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