Sob o mote "Todos a Lisboa", a manifestação convocada pela central sindical liderada por Tiago Oliveira teve início com duas pré-concentrações na capital: os trabalhadores do setor público juntaram-se nas Amoreiras e os do setor privado no Saldanha, sendo que ambas desaguaram no Marquês de Pombal.
Na manifestação, entoam-se palavras de ordem como "não vamos desistir, o pacote é para cair" e "o pacote laboral é encomenda do patrão, não tem nada que enganar é para aumentar a exploração".
Empunhando bandeiras de vários sindicatos e organizações e cartazes onde se liam frases como "não ao pacote laboral, outro rumo é possível", pessoas de todas as idades desceram a Avenida da Liberdade para se juntarem nos Restauradores, onde várias figuras da CGTP discursaram.
Greve geral a 11 de dezembro
O secretário-geral da CGTP anunciou uma greve geral para 11 de dezembro, no final da marcha nacional contra o pacote laboral, em Lisboa.
"Anunciamos a realização da greve geral contra o pacote laboral", disse o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, num discurso nos Restauradores, em Lisboa, no final de uma marcha contra o pacote laboral.
Tiago Oliveira disse que "foi possível a convergência para uma greve geral no próximo dia 11 de dezembro".
"O ataque é brutal, vamos à greve geral", começaram a entoar os trabalhadores.

