Bashar al-Assad assumiu o poder na Síria há 24 anos. O regime que liderou foi acusado de repetidas violações dos direitos humanos e do uso de armas químicas. O país estava em guerra civil desde 2011.
Apesar da Síria ser, oficialmente, uma república, rapidamente se transformou numa ditadura familiar. E quando Hafez Al-Assad, que tinha governado o país durante 3 décadas morreu, em 2000, o parlamento alterou a constituição para que o filho, Bashar, de 34 anos, pudesse suceder ao pai.
Desde que assumiu o poder, Bashar al-Assad elevou ainda mais o conceito de governar de forma autoritária, mergulhando a Síria numa série de conflitos internos, que se tornaram, em 2011, numa guerra civil, que já custou milhares de vidas.
Especial Guerra na Síria
Nos últimos anos, a violência obrigou 13 milhões de sírios a fugir. Metade são deslocados internos, que vivem longe das aldeias e vilas onde tinham casa. A outra metade, são refugiados, espalhados pelo mundo.
O exército, a mando do Presidente, foi acusado de crimes contra a humanidade, violações sistemáticas dos direitos humanos, e o uso de armas químicas contra civis.
Vários países, incluindo os Estados Unidos, e a União Europeia impuseram sanções ao regime mas Bashar al-Assad nunca deixou de ter o apoio da Rússia e do Irão, que lhe permitiram ter armas e dinheiro suficiente para se manter no poder até agora.
Nasceu em 1965 e estudou oftalmologia em Londres, onde vivia tranquilamente até à morte do irmão mais velho, num acidente de automóvel. Quando Bassel morreu, Bashar, o segundo filho, passou a ser o herdeiro e regressou imediatamente a Damasco para se tornar, neste últimos 24 anos, um dos líderes mais duros e implacáveis do planeta.

