O protesto aconteceu em várias línguas e continentes. Milhares pediram o fim da guerra em Gaza e a libertação dos ativistas detidos durante a flotilha humanitária.
As manifestações ocorreram após as forças israelitas intercetarem a flotilha e deterem os ativistas que transportavam ajuda para Gaza, e foram registadas da Europa à América Latina.
Do silêncio do protesto no México a formas mais ruidosas em Londres, as autoridades locais implementaram medidas apertadas de segurança. Algumas manifestações chegaram mesmo a ser canceladas, como pedido das autoridades britânicas, após o ataque mortal a uma sinagoga em Manchester, que levou a várias detenções.
Em Espanha, milhares saíram às ruas, com 15 mil pessoas em Barcelona, segundo a organização, e manifestações em Madrid denunciando o que consideram um genocídio. Em Dublin, centenas de irlandeses protestaram junto ao parlamento, lembrando alguns paralelos entre a causa palestiniana e o conflito histórico da Irlanda do Norte com o Reino Unido.
Em Itália, ao quarto dia de protestos em solidariedade à flotilha humanitária, milhares desfilaram no centro de Roma. A manifestação começou de forma pacífica, mas à noite registaram-se confrontos.
Hoje, no Egito, arrancam negociações entre Israel e o Hamas para um cessar-fogo em Gaza. No centro da discussão estarão a libertação de reféns e o plano de paz dos Estados Unidos. Além das delegações de ambos os lados, estarão presentes o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner.
A poucas horas da reunião, o presidente norte-americano apresentou um mapa para a retirada das tropas israelitas, que Benjamin Netanyahu terá concordado. Trump indicou ainda que, caso o Hamas aceite, poderá avançar a troca de reféns e prisioneiros. Entretanto, no terreno, os ataques de Israel continuam.

