Numa iniciativa da sociedade civil, ou seja, sem a participação do Governo, tocaram sirenes, a hora marcado, no recinto do festival Nova - local atacado pelo Hamas no dia 7 de outubro de 2023 - na Praça dos Reféns, em Telavive, e junto à casa do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.
Há dois anos, militantes do Hamas, jihad islâmica, e outras organizações extremistas palestinianas atravessaram as fronteiras de Gaza, sujeitas então a um suposto bloqueio total por parte de Israel, e mataram, torturaram e raptaram, no total, 1.500 pessoas.
Muitos acusam o Governo israelita, integrado por fações extremistas que exigem a integração do território palestiniano em Israel, de ter privilegiado a ação militar e a destruição da Faixa de Gaza em detrimento dos esforços de mediação para trazer de volta os reféns e encontrar forma de negociação uma paz duradoura.
A data em que se assinala o ataque do Hamas coincide com um feriado nacional em Israel, país cujo povo foi submetido a uma longa história de expulsões, agressões e genocídios ao longo dos séculos, nomeadamente, o Holocausto.
A acusação de genocídio é agora dirigida ao Governo e ao exército israelita que, em dois anos de guerra, provocaram a morte a, pelo menos, 67 mil palestinianos em Gaza, um terço dos quais crianças. Estão ainda por contabilizados os milhares que permanecem insepultos debaixo os escombros de 90 por cento das habitações destruídas por bombardeamentos no território.
Em Gaza permanecem ainda 48 reféns, 20 dos quais estarão vivos.

