Guerra no Médio Oriente

Entrevista SIC Notícias

“Hamas aceitou plano, mas é preciso perceber os ‘mas’”: alerta secretário-geral da SEDES Europa

Em entrevista à SIC Notícias, Vítor Gabriel Oliveira salientou que “o Hamas não diz que quer depor as armas, nem há um plano para que isso aconteça, portanto é preciso perceber como é que isso aconteceria e em que moldes”, o que, na sua perspetiva, torna-se difícil pensar numa convergência com Israel nestas condições.

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O secretário-geral da SEDES Europa, Vítor Gabriel Oliveira, em entrevista à SIC Notícias, considerou que apesar do Hamas ter aceite o acordo de paz, esta decisão deve ser vista com prudência.

“Aquilo que se tem ouvido nas últimas horas é que o Hamas aceitou, 'mas'. E esses 'mas' temos de conhecê-los", sublinhou o responsável.

Segundo Vítor Gabriel Oliveira, “o Hamas não diz que quer depor as armas, nem há um plano para que isso aconteça, portanto é preciso perceber como é que isso aconteceria e em que moldes”, o que, na sua perspetiva, torna-se difícil pensar numa convergência com Israel nestas condições.

O secretário-geral da SEDES Europa destacou ainda que “a comunidade internacional e os países que reconheceram o Estado palestiniano colocaram como condição quase sine qua non que o Hamas não esteja envolvido em futuras negociações”.

Flotilhas são uma “uma campanha de comunicação”

Sobre a pressão internacional que continua a incidir sobre Israel, sobretudo após a interceção de uma nova flotilha humanitária, Vítor Gabriel Oliveira explicou que estas iniciativas têm um impacto mais simbólico do que prático.

O responsável comparou ainda a flotilha a “uma campanha de comunicação”, sublinhando que “estes atos levam a que durante semanas se fale daquilo que está a acontecer no mar e da situação em Gaza”.

Para Vítor Gabriel Oliveira, é provável que surjam novas iniciativas semelhantes, embora “com menor impacto mediático”, já que “os próprios países de origem das pessoas que integram estas missões percebem que os barcos não transportam tantos mantimentos para entregar em Gaza e que serão mais uma forma de pressão daquilo que está a acontecer”.