O cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou hoje em vigor ao meio-dia na Faixa de Gaza, mas o Coronel Mendes Dias alerta que o fim das ações militares “não significa o fim da inimizade”. Na SIC Notícias, sublinhou que “um cessar-fogo não é um acordo de paz” e que o caminho para a estabilidade passa por “educar as próximas gerações”.
O Coronel Mendes Dias considera que é necessário olhar para o conflito em “duas ou três dimensões”. A primeira, diz, é a da “natureza da guerra”, que contém “um elemento objetivo - o ódio e a hostilidade - que sempre existiu”.
“Mesmo num cessar-fogo, este elemento mantém-se. Os povos continuam a manifestar a inimizade que está intrínseca naquele espaço; essa hostilidade não desaparece com a trégua e pode ressurgir “om qualquer fagulha”.
Uma das ferramentas fundamentais para reduzir a hostilidade é o sistema educativo.
“É preciso colocar o sistema educativo a funcionar no Médio Oriente. Não é só uma questão de edifícios, é de professores e conteúdos (...) estão previstas cerca de 500 escolas para meio milhão de crianças”, mas alerta que “isto leva tempo” e que só uma mudança geracional pode combater o ódio enraizado.
Estes são temas em análise, no explicador do Jornal do Dia desta sexta-feira, com o coronel Carlos Mendes Dias.

