Trump deixa Egito com "segunda fase" do acordo de paz assinada e reféns libertados
Evelyn Hockstein / Reuters

Terminado

Guerra no Médio Oriente

Trump deixa Egito com "segunda fase" do acordo de paz assinada e reféns libertados

O Presidente dos EUA prometeu e deslocou-se, esta segunda-feira, ao Médio Oriente para firmar a segunda fase do acordo de paz para Gaza. Antes, os 20 reféns vivos foram libertados e, em troca, cerca de 2.000 prisioneiros palestinianos soltos, como estabelecia a primeira fase do cessar-fogo assinado por ambas as partes. Por cumprir está ainda a entrega a Israel dos corpos dos 28 reféns que morreram às mãos do Hamas. Reveja abaixo os principais momentos de um dia histórico, marcado por emotivos reencontros.

Todo o direto

Termina o liveblog

Obrigado por nos ter acompanhado.

Hamas celebra libertação de quase dois mil palestinianos como "conquista nacional"

Trump deixa Egito com "segunda fase" do acordo de paz assinada e reféns libertados

Lusa

O grupo islamita Hamas celebrou hoje a libertação de quase 2.000 prisioneiros palestinianos como uma "conquista nacional", apesar de condenar que apresentavam sinais de tortura, e um "marco importante" para a libertação da Palestina.

"A libertação dos prisioneiros é uma conquista nacional e um marco importante na nossa luta", afirmou o Hamas em comunicado, que classificou também o regresso dos palestinianos como uma vitória no caminho para a "libertação total".

Ao todo, 1.968 prisioneiros foram libertados ao abrigo do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, incluindo muitos condenados por ataques mortais contra Israel, bem como 1.700 palestinianos presos por alegadas "razões de segurança", desde o início da guerra, em outubro de 2023.

Em troca, o Hamas devolveu em duas vagas 20 reféns vivos mantidos em cativeiro no enclave palestiniano há quase dois anos, mas indicou que apenas ia entregar quatro corpos dos 28 que se presumem mortos.

O grupo palestiniano condenou que os prisioneiros libertados sofreram "as piores formas de tortura psicológica e física" durante os últimos dois anos. Para o Hamas, trata-se de uma situação que representa "as formas mais cruéis de sadismo e fascismo da era moderna".

O Crescente Vermelho Palestiniano indicou que pelo menos sete prisioneiros foram levados para hospitais para exames e outros três estão a ser tratados em casa pelas famílias, embora não tenha especificado que problemas de saúde estavam a enfrentar.

No comunicado, o Hamas descreveu o chefe do Governo israelita, Benjamin Netanyahu, como um "criminoso de guerra", mas acrescentou que nem ele nem os ministros extremistas "podem tirar a alegria" ao povo palestiniano, que "quebrou a sua arrogância e frustrou os seus planos".

Depois da assinatura do acordo, Trump já está de regresso aos Estados Unidos

Trump deixa Egito com "segunda fase" do acordo de paz assinada e reféns libertados

Lusa

Trump deixa Egito com "segunda fase" do acordo de paz assinada e reféns libertados
Evelyn Hockstein

O acordo de cessar-fogo foi impulsionado pelos Estados Unidos e negociado ao longo de vários dias em Sharm el-Sheikh, no Egito, com a mediação de delegações egípcias, do Qatar e turcas.

Nesta fase, foi acordado o cessar-fogo, a retirada gradual das forças israelitas, a entrada em massa de ajuda humanitária no enclave palestiniano e a troca de reféns por prisioneiros.

A segunda fase, cujas negociações o Presidente norte-americano, Donald Trump, referiu já terem começado, vai abordar a reconstrução do enclave, bem como o desarmamento do Hamas e a governação da Faixa de Gaza

Egito vai acolher conferência sobre reconstrução de Gaza

O presidente do Egito afirmou esta segunda-feira que a solução dos dois Estados é a única forma de alcançar as ambições dos palestinianos e dos israelitas viverem em paz.

Trump garante: "Temos paz no Médio Oriente"

Trump deixa Egito com "segunda fase" do acordo de paz assinada e reféns libertados

Lusa

Trump deixa Egito com "segunda fase" do acordo de paz assinada e reféns libertados
Yoan Valat

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje que "finalmente há paz no Médio Oriente", após assinar, com os homólogos egípcio, do Qatar e turco, o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Para o líder da Casa Branca, trata-se de "um dia tremendo para o Médio Oriente", referindo-se à assinatura, na estância egípcia de Sharm el-Sheikh, da declaração que compromete os mediadores internacionais com o fim das hostilidades entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas.

"Conseguimos o que todos diziam ser impossível. Finalmente há paz no Médio Oriente", proclamou o Presidente norte-americano durante uma cerimónia que reuniu cerca de 30 líderes mundiais.

Após o discurso do anfitrião egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, Trump observou que "este é o dia para o qual pessoas de toda a região e do mundo têm trabalhado, esforçado, esperado e rezado", considerando que alcançaram resultados "verdadeiramente impensáveis" no último mês.

"Ninguém imaginava que isto pudesse acontecer com o acordo histórico que acabámos de assinar. As preces de milhões foram finalmente atendidas", afirmou.

Referindo-se às figuras políticas presentes na reunião de hoje, Trump descreveu-as como "grandes líderes" políticos.

"Após anos de sofrimento e derramamento de sangue, a guerra em Gaza terminou. A ajuda humanitária está a chegar, incluindo centenas de camiões de alimentos, equipamento médico e outros mantimentos, grande parte dos quais foi paga pelas pessoas nesta sala", comentou.

Momentos antes, o político norte-americano afirmou ter fechado numerosos acordos, mas reconheceu que este é "o maior e mais complexo" numa região que podia causar "problemas tremendos", incluindo a terceira guerra mundial.

"A terceira guerra mundial começaria no Médio Oriente, e isso não vai acontecer", observou.

Assinado acordo de paz em Gaza

Trump deixa Egito com "segunda fase" do acordo de paz assinada e reféns libertados

SIC Notícias

Loading...