Guerra no Médio Oriente

Israel identifica corpos de quatro reféns entregues pelo Hamas

Os combates na Faixa de Gaza cessaram no âmbito de um acordo proposto pelos Estados Unidos com mediação do Egito, Qatar e Turquia, que previa a libertação dos reféns retidos pelo Hamas em troca de 1.950 palestinianos detidos em Israel.

Faixa de Gaza
Faixa de Gaza
Stringer

As autoridades de Israel identificaram os corpos de quatro reféns entregues pelo Hamas na segunda-feira, incluindo o estudante nepalês Bipin Joshi, anunciou esta terça-feira o exército israelita.

Além do estudante nepalês, as autoridades divulgaram a identidade do refém Guy Illouz, da cidade de Ra'anana, no centro de Israel.

Os nomes dos outros dois "ainda não foram autorizados a ser divulgados pelas respetivas famílias", disse o exército num comunicado, citado pela agência France-Presse (AFP).

Estudante de agricultura, Bipin Joshi, que tinha 22 anos na altura do ataque de milícias extremistas palestinianas lideradas pelo Hamas em 07 de outubro de 2023, foi sequestrado no 'kibutz' Aloumim.

Segundo o jornal indiano Hindustan Times, Joshi chegou a Israel em setembro de 2023 para se juntar a outros 16 alunos nepaleses num programa de estudo de práticas agrícolas israelitas numa comunidade junto à fronteira com Gaza.

Dez dos 17 estudantes nepaleses morreram no ataque em Aloumin, em que Joshi foi ferido e levado para Gaza, onde viria a morrer.

Guy Illouz, 26 anos, foi ferido e raptado no festival de música Nova, cenário do maior massacre (mais de 370 mortos) do Hamas nos ataques no sul da Israel, em que mataram cerca de 1.200 pessoas e fizeram 251 reféns.

Reféns libertados numa trégua anterior disseram que Illouz, cuja morte foi confirmada em dezembro de 2023, sucumbiu aos ferimentos num hospital de Gaza, aparentemente devido à falta de tratamento médico, segundo o jornal The Times of Israel.

Dois anos de ofensiva em Gaza

Os ataques do Hamas desencadearam uma ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza, que o grupo extremista controla desde 2007, que causou mais de 67 mil mortos em dois anos e a destruição de grande parte do enclave palestiniano.

Os combates cessaram no âmbito de um acordo proposto pelos Estados Unidos com mediação do Egito, Qatar e Turquia, que previa a libertação dos reféns ainda em Gaza por troca de 1.950 palestinianos detidos em Israel.

O cessar-fogo entrou em vigor na sexta-feira, e a troca de reféns pelos presos palestinianos ocorreu na segunda-feira, no mesmo dia em que foi assinado o acordo sobre o fim da guerra, em Sharm el-Sheikh, no Egito.

O acordo faz parte de um plano de paz proposto pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê também o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelitas.

Trump propôs também uma administração internacional transitória em Gaza e a reconstrução do território, mas os termos dos passos seguintes terão de ser ainda acordados entre as partes.