Guerra no Médio Oriente

Hamas não se compromete a desarmar, mas Israel garante que não há outra hipótese

O Hamas não se compromete a desarmar, mas Israel garante que não há outra hipótese. Isto numa altura em que o Tribunal Penal Internacional rejeitou o pedido de recurso de Israel e considera que Netanyahu e o antigo ministro da Defesa israelita são responsáveis por crimes de guerra cometidos em Gaza.

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A meio do acordo de cessar-fogo, Israel voltou a atacar gaza no local ainda estão a decorrer as operações de buscas nos escombros. O Hamas acusa Israel de ter violado as tréguas e garante que, na última semana, 28 pessoas foram mortas por tropas israelitas.

Um dos pontos principais do cessar-fogo é a troca de reféns. O Ministério da Saúde da Palestina recebeu 15 corpos de detidos em Israel que garantem que mostravam sinais de tortura.

Do lado do grupo palestiniano, o Hamas diz que está comprometido com a entrega dos restos mortais, mas que o processo pode levar algum tempo. Dos 28, entregou apenas dez. Sob pena de quebrar as tréguas, o Hamas não se compromete com o desarmamento, apesar de Israel já ter avisado que não há outra opção.

Israel tentou recorrer da decisão do Tribunal Penal Internacional, que considerou que Benjamin Netanyahu e o antigo ministro da Defesa israelita são responsáveis por crimes de guerra cometidos em Gaza. Ao longo de mais de 10 páginas, o TPI justificou a decisão à qual Israel está impedida de recorrer. Mantêm-se, por isso, o mandados de captura para ambos.

Por enquanto, Benjamin Netanyahu ainda não reagiu. Em novembro, quando a decisão foi tomada, classificou-a de "antissemita".