Guerra no Médio Oriente

Israel identificou segundo dos reféns entregues pelo Hamas no sábado

A devolução dos restantes cadáveres de reféns foi imposta como condição para que Israel abra completamente a passagem fronteiriça de Rafah, entre Gaza e o Egito.

Israel identificou segundo dos reféns entregues pelo Hamas no sábado
Dawoud Abu Alkas

Israel já identificou o segundo dos corpos de reféns entregues no sábado pelo grupo islamita Hamas, mas continua a reclamar a devolução dos 16 cadáveres que faltam para ser cumprida esta premissa do acordo de cessar-fogo.

As autoridades israelitas já tinham anunciado esta manhã que tinham identificado os restos mortais de um dos dois reféns entregues.

O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou que os corpos pertenciam a Ronen Engel, pai de três filhos e residente no 'Kibutz' Nir Oz, e a Sonthaya Oakkharasri, um trabalhador agrícola tailandês morto no 'Kibutz' Be'eri.

Segundo as autoridades israelitas, ambos foram mortos a 07 de outubro de 2023 - quando o Hamas liderou um ataque ao território israelita, que deu início à guerra - e os seus corpos foram levados para Gaza.

A mulher de Engel, Karina, e dois dos seus três filhos foram também raptados, mas acabaram por ser libertados num acordo realizado em novembro de 2023.

A devolução dos restantes cadáveres de reféns foi imposta como condição para que Israel abra completamente a passagem fronteiriça de Rafah, entre Gaza e o Egito.

A reabertura de Rafah facilitaria a procura de tratamento médico, viagens ou visitas a familiares por parte dos palestinianos no Egito, onde vivem dezenas de milhares de palestinianos.

O Hamas entregou os restos mortais de 13 corpos, 12 dos quais foram identificados como reféns. Israel afirmou que um dos corpos libertados não pertencia a nenhuma das pessoas raptadas no início da guerra.

A entrega dos restos mortais, juntamente com a entrega de ajuda humanitária a Gaza, e a futura governação do território devastado estão entre os pontos-chave do cessar-fogo, assinado a 10 de outubro, que visa pôr fim a dois anos de guerra.

A guerra de Israel em Gaza matou mais de 68 mil palestinianos, segundo o Ministério da Saúde palestiniano.

Embora o Governo palestiniano seja controlado pelo Hamas, os dados são considerados fiáveis pela ONU e por muitos especialistas independentes.

No entanto, Israel contesta-os sem fornecer o seu próprio número.

Militantes liderados pelo Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e raptaram 251 pessoas no ataque que desencadeou a guerra.