Pelo menos duas pessoas morreram esta segunda-feira, na Faixa de Gaza, na sequência de um ataque das Forças de Defesa de Israel (IDF). Desde o início do cessar-fogo, há uma semana, já morreram pelo menos 97 palestinianos.
Em entrevista à SIC Notícias, o major Rafael Rosenszain, porta-voz das Forças de Defesa Israelitas, defendeu a atuação militar e atribuiu ao Hamas a responsabilidade pelas violações do cessar-fogo.
"Qualquer país na situação de Israel atuaria da mesma forma. O Hamas, desde que o cessar-fogo começou, já violou mais de cinco vezes o cessar-fogo. Inclusive, ontem, dois soldados israelitas foram mortos pelo Hamas", afirmou.
Segundo o major, "os terroristas do Hamas continuam a entrar nas zonas que estão proibidos de entrar e continuam a atacar os nossos soldados".
Rosenszain acusou ainda o Hamas de não respeitar o acordo alcançado.
"O Hamas é um grupo terrorista que não tem compromisso com a verdade. Infelizmente, não está comprometido com as normas do acordo", disse.
Sobre a continuidade da resposta militar israelita, o porta-voz garantiu:
"O Estado de Israel vai continuar a atuar para defender as nossas tropas. Enquanto o Hamas violar as normas do cessar-fogo, nós vamos atuar para garantir a nossa segurança."
Cessar-fogo está em risco?
Questionado sobre se os confrontos colocam em risco o cessar-fogo, Rosenszain respondeu:
"Quem vai tomar essa decisão é o governo de Israel, não o exército. O exército atua sempre de acordo com as decisões do governo."
Durante a entrevista, o militar reiterou ainda a exigência de devolução de todos os reféns.
"O Hamas tem de devolver todos os reféns. O Hamas ainda tem 16 corpos de israelitas que foram sequestrados e precisa de devolver todos esses corpos", disse.
De acordo com o porta-voz das Forças de Defesa Israelitas, o Hamas recusa-se a entregar os corpos por uma questão de resistência. "O Hamas sabe onde estão os corpos", afirmou Rosenszain, sugerindo que a recusa não se deve a desconhecimento, mas a uma escolha deliberada por parte do grupo.
Por fim, apelou à intervenção da comunidade internacional.
"A comunidade internacional precisa pressionar o Hamas para que cumpra com todas as normas do acordo", garantiu.

