Guerra no Médio Oriente

Exército israelita mata adolescente em operação militar na Cisjordânia

As tropas israelitas impediram que uma ambulância chegasse até ao jovem, deixando-o caído no chão até permitirem o seu transporte. Yamen Samed Hamad morreu depois de as tropas israelitas invadirem Silwad, segundo a agência de notícias libanesa WAFA.

Exército israelita mata adolescente em operação militar na Cisjordânia
Amir Cohen

O exército israelita matou, esta sexta-feira, um rapaz de 15 anos numa operação militar realizada na cidade de Silwad, na Cisjordânia (território palestiniano), noticiou a Europa Press.

O adolescente Yamen Samed Hamad foi inicialmente ferido, mas morreu mais tarde num complexo médico palestiniano, segundo as fontes citadas pela agência de notícias libanesa WAFA.

As tropas israelitas impediram que uma ambulância chegasse até Hamad, deixando-o caído no chão até permitirem o seu transporte.

O jovem morreu depois de as tropas israelitas invadirem Silwad, segundo a WAFA.

As operações do exército de Israel resultaram em confrontos à entrada da cidade, onde ocorreram tiros, disparos de gás lacrimogéneo e granadas de efeito moral, que têm a capacidade de incapacitar as pessoas.

A 10 de outubro, entrou em vigor um acordo de cessar-fogo, o terceiro desde o início da guerra, desencadeada por um ataque sem precedentes do movimento islamita palestiniano Hamas a Israel, a 07 de outubro de 2023.

O acordo de cessar-fogo firmado no Egito, após negociações indiretas entre Israel e o Hamas, tem sido violado pelas duas partes.

Esta semana, Israel voltou a bombardear a Faixa de Gaza provocando mais de uma centena de mortos entre a população civil.

O ataque foi provocado pela alegada falta de cumprimento por parte do Hamas sobre a entrega dos restos mortais de cidadãos israelitas que foram raptados no dia 07 de outubro de 2023.

Nos primeiros dias do cessar-fogo, o Hamas entregou os últimos 20 reféns vivos que mantinha no enclave palestiniano, mas desde então apenas 15 dos 28 que estavam mortos, alegando dificuldades em encontrar os corpos entre os escombros do território devastado por mais de dois anos de conflito.

Em troca dos reféns, Israel libertou quase 2.000 presos palestinianos e entregou 195 corpos.