O ataque das forças israelitas deste fim de semana em Gaza resultou na morte de uma das principais figuras das Brigadas de Al-Aqsa, a ala militar do Hamas, e desferiu mais um golpe contra o frágil cessar-fogo, numa altura em que a segunda fase do acordo deveria estar a ser negociada.
O primeiro-ministro israelita, cada vez mais pressionado pelas famílias das vítimas do 7 de outubro e pela opinião pública, para permitir uma investigação independente ao ataque do Hamas no sul de Israel, em 2023, justifica os últimos ataques no território palestiniano com a necessidade de impedir o reforço da capacidade militar do Hamas.
A segunda fase do acordo pressupõe precisamente o desarmamento do grupo, a retirada gradual das forças israelitas de Gaza, o início da reconstrução e a formação de um governo de transição.
Israel e o Hamas acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo e de boicotar uma solução negociada, mas Donald Trump diz estar otimista.
Em Gaza, a população tenta combater a desesperança e reerguer-se dos efeitos devastadores da tempestade que na semana passada atingiu o território, alagou milhares de tendas e fez desmoronar mais de uma dezena de edifícios semi-destruídos por dois anos de guerra.
