Donald Trump convidou Vladimir Putin a integrar o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, avançou o Kremlin, que acrescentou que Moscovo está a avaliar o convite.
A 18 de novembro de 2025, quando Trump fez a declaração, a composição do chamado Conselho de Paz ainda era uma incógnita, sabendo-se apenas que seria liderado pelo próprio presidente dos Estados Unidos. Dois meses depois, surgem os primeiros nomes, alguns inesperados.
Apesar de a Casa Branca ainda não ter confirmado a informação avançada pelo Kremlin, Vladimir Putin poderá ser um dos chefes de Estado a integrar o conselho, que numa primeira fase estará sobretudo focado em Gaza e no Médio Oriente.
Alguns analistas políticos consideram que Donald Trump poderá estar também a tentar reduzir a relevância do papel das Nações Unidas.
Além de Putin, Tony Blair e figuras próximas do círculo de influência do presidente norte-americano, o convite para integrar o Conselho de Paz foi estendido aos chefes de Estado do Brasil, da Argentina, da Turquia, do Egipto, da Bielorrússia, do Canadá e à presidência da Comissão Europeia.
Nas primeiras esferas de decisão, não está prevista a presença de nenhum representante palestiniano.
Trump preside ao Conselho de Paz
Trump divulgou na sexta-feira a composição do Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, a que vai presidir, e que inclui o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, e o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair.
O enviado especial norte-americano Steve Witkoff também fará parte do órgão, assim como o genro de Trump, Jared Kushner, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.
Sabe-se ainda que Trump convidou o rei Abdullah II da Jordânia, os presidentes turco, Recep Tayyip Erdogan, e argentino, Javier Milei, e os primeiros-ministros paquistanês, Shehbaz Sharif, e indiano, Narendra Modi.
O conselho faz parte da segunda fase do plano de paz de Trump, que prevê a formação de uma administração de tecnocratas em Gaza e o desarmamento do grupo extremista Hamas, que governa o enclave palestiniano desde 2007.
A Casa Branca disse que durante o Fórum de Davos na Suíça, em que Trump participa durante a semana, será revelada mais informação sobre os países que vão integrar a Força Internacional de Estabilização para Gaza.
Trata-se de um contingente da ONU destinado a garantir a segurança e a desmilitarização de Gaza, tal como estipula o plano de paz de Trump.
O plano destina-se a pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas iniciada em outubro de 2023, após um ataque do grupo extremista em solo israelita, que causou dezenas de milhares de mortos e a destruição do território.

