No Jornal da Noite desta terça-feira, na SIC, José Gomes Ferreira apresenta o impacto que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia já apresenta nas bolsas internacionais e no preço do barril de petróleo, e nem Portugal escapa ao efeito das recentes sanções económicas à Rússia e da tensão vivida no leste europeu.
Bolsa de Moscovo
No índice principal da bolsa de Moscovo, “50 das maiores empresas da Rússia” encontram-se em queda nos últimos dois dias, no entanto, os valores já se encontram em decréscimo desde outubro e novembro.
Nesta altura, estariam no seu ponto máximo, num valor de 4.250, mas agora encontram-se nos 3084,74, correspondendo a uma descida de 27,5%, “o que nos mercados se costuma dizer ‘por a desconto'”.
Este é, também, o reflexo das sanções internacionais na economia russa.
Bolsas de Tóquio e Hong Kong
De acordo com o Financial Times, o indicador de Tóquio “abriu em alta”, contudo, acaba o dia a cair.
Já em Hong Kong, o decréscimo dos valores em bolsa também refletem uma “queda acentuada”.
Bolsas de Frankfurt e Londres
Na Europa, “verifica-se um comportamento misto”: tendo começado por apresentar uma grande queda, os valores em bolsa atingiram uma “recuperação gradual”.
No entanto, as bolsas alemã e inglesa apresentam um “comportamento claramente perdedor”: a de Berlim acaba no zero, a de Londres apresenta resultados negativos.
Bolsa de Nova Iorque
Já nos Estados Unidos, “assiste-se a uma queda pronunciada no início”, no entanto, dá-se posteriormente uma ligeira recuperação, não suficiente para evitar que a bolsa de Nova Iorque termina o dia com uma queda superior a 1%.
Preço do barril de petróleo
Relativamente ao preço do barril de petróleo, “desde dezembro, dá-se uma escala brutal”, atingindo agora valores acima dos 96 dólares por barril, valores que José Gomes Ferreira explica que se deverão manter, “penalizando os negócios internacionais e Portugal”.
Trata-se de um “dado importantíssimo para o próximo Orçamento do Estado. Prevendo-se a aprovação do OE 2022 outrora chumbado, ter-se-á que ter em conta uma correção dos respetivos valores, o que “vai prejudicar a economia portuguesa”, europeia e mundial.

