Guerra Rússia-Ucrânia

Ventura recebe de “braços abertos” refugiados ucranianos, mas alerta para aqueles que “chegam de telefones de alta gama”

Ventura recebe de “braços abertos” refugiados ucranianos, mas alerta para aqueles que “chegam de telefones de alta gama”

Segundo o entendimento do líder do Chega, vêm procurar subsídios na Segurança Social.

André Ventura afirmou este sábado que o seu partido está de “braços abertos para receber” refugiados ucranianos, defendendo que “aqueles que vierem por bem” e não pretenderem “dominar” Portugal “são sempre bem-vindos”.

“A nossa posição sempre foi muito clara: neste conflito que agora assola a Europa, nós estamos do lado daqueles que defendem as fronteiras, a soberania e a civilização. Neste conflito há uma potência agressora e há um país que se defende e a nossa posição não podia ser outra”, declarou, num discurso na segunda convenção de autarcas do Chega, que decorreu no Fórum Lisboa.

Abordando as imagens que têm sido transmitidas nas televisões relatando a situação na Ucrânia, Ventura frisou que todos têm assistido a “homens e mulheres afastados e destruídos das suas casas, dos seus prédios, dos seus animais de estimação, de tudo o que lhes é mais querido”.

“Homens e mulheres obrigados a fazer quilómetros à chuva, à neve e ao frio, por causa de um tirano louco que quer destruir a Europa. A nossa posição é uma só: é ao lado da Europa, ao lado de Portugal e ao lado da civilização que continua a ser a nossa”, frisou.

Perante os autarcas, Ventura disse que, em “muitas das autarquias onde há vereadores e deputados municipais do Chega”, o partido tem apresentado e aprovado “moções para apoiar os refugiados ucranianos”.

Nesse sentido, o líder do Chega referiu que o seu partido está “de braços abertos para receber aqueles que fogem da guerra, que fogem do ataque, da fome e da miséria”.

Ventura contrapôs, no entanto, a situação dos refugiados ucranianos – que disse precisarem “ser apoiados verdadeiramente” – de outros “que chegam de iPhone e telefones de alta gama a Portugal” e que, segundo o entendimento do líder do Chega, vêm procurar subsídios na Segurança Social.

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