Guerra Rússia-Ucrânia

Mercenários russos do grupo Wagner mobilizados no leste da Ucrânia

29.03.2022 00:07

KYIV, UKRAINE – 2022/03/19: A torn Ukraine flag is seen at a destroyed car. Amid the intensified Russian offensive encircling Kyiv, a Russian missile struck the residential area in Podilskyi district. The shelling killed one civilian and injured dozens, and 200 people need to be evacuated, shockwave and explosions destroyed countless residential buildings, one school and one kindergarten. (Photo by Alex Chan Tsz Yuk/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Ministério da Defesa britânico estima que mais de mil combatentes deste grupo paramilitar podem ser destacados para o conflito

Mercenários da empresa privada russa Wagner foram mobilizados para o leste da Ucrânia, revelou esta segunda-feira o Ministério da Defesa britânico, que estima que mais de 1.000 combatentes deste grupo paramilitar podem ser destacados para o conflito.

“A empresa militar privada do grupo Wagner foi destacada no leste da Ucrânia”, destacou a Defesa britânica na sua mais recente atualização sobre o conflito russo-ucraniano, divulgada na rede social Twitter.

“Espera-se que sejam enviados mais de 1.000 mercenários, incluindo oficiais desta organização, para realizar operações de combate”, acrescentou.

Para a inteligência britânica, devido às derrotas pesadas e a uma invasão atualmente bloqueada, a Rússia deverá ser forçada a deslocar os mercenários do grupo Wagner para a Ucrânia, sacrificando as operações em África e na Síria.

Guerra dura há mais de um mês

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.151 civis, incluindo 103 crianças, e feriu 1.824, entre os quais 133 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 3,8 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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