Guerra Rússia-Ucrânia

EUA dizem que Rússia planeia enviar 1.000 mercenários para o Donbass

30.03.2022 23:03

KYIV, UKRAINE – 2022/03/19: A torn Ukraine flag is seen at a destroyed car. Amid the intensified Russian offensive encircling Kyiv, a Russian missile struck the residential area in Podilskyi district. The shelling killed one civilian and injured dozens, and 200 people need to be evacuated, shockwave and explosions destroyed countless residential buildings, one school and one kindergarten. (Photo by Alex Chan Tsz Yuk/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Pentágono diz que há indícios de que o Kremlin procura contratar esses mercenários através do grupo Wagner

Os Estados Unidos garantiram esta quarta-feira que identificaram “sinais” de que a Rússia planeia enviar “cerca de 1.000 mercenários” para a região do Donbass, no leste da Ucrânia, para intensificar a sua ofensiva naquele território.

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse em conferência de imprensa que há indícios de que o Kremlin procura contratar esses mercenários através do grupo Wagner, uma organização paramilitar privada com paramilitares e forças especiais chechenas.

John Kirby assegurou que o grupo Wagner – também apoiado pelo Kremlin – estaria a tentar recrutar os mercenários na Síria e em países do norte de África, como a Líbia, para os enviar para o Donbass, onde priorizou a sua operação militar.

O alerta dos EUA

Os Estados Unidos têm vindo a alertar há semanas para a possibilidade de que a Rússia esteja a recrutar combatentes sírios para as suas fileiras na Ucrânia, sem que haja qualquer evidência de que isso esteja a acontecer este momento.

Na segunda-feira, o Ministério da Defesa britânico afirmou que mercenários da Wagner foram mobilizados para o leste da Ucrânia, estimando que mais de 1.000 combatentes deste grupo paramilitar poderiam ser destacados para o conflito.

“Espera-se que sejam enviados mais de 1.000 mercenários, incluindo oficiais desta organização, para realizar operações de combate”, acrescentou a Defesa britânica numa atualização sobre o conflito russo-ucraniano, divulgada na rede social Twitter.

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