A Rússia foi suspensa do Conselho de Direitos Humanos da ONU devido à guerra na Ucrânia e aos alegados crimes cometidos contra civis em Bucha, com 93 votos a favor, 58 abstenções e 24 votos contra, um dos quais da China.
O pedido de expulsão foi iniciado pelos Estados Unidos e apoiado por várias organizações mundiais, incluindo pelo Parlamento Europeu que, no mesmo dia, também foi a votos e aprovou um documento em que pede aos líderes da Europa o embargo imediato às importações de petróleo, de carvão, de combustível nuclear e de gás à Rússia.
“Isto é um momento muito, muito importante e um passo muito significativo. Penso que a posição deste Parlamento é clara e envia uma mensagem de apoio a quem está na linha da frente na Ucrânia”, afirmou Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu.
A resolução pede também uma mais célere entrega de armamento a Kiev e urge à criação de um tribunal das Nações Unidas para julgar os crimes de guerra cometidos na Ucrânia.
Ao mesmo tempo, da Rússia, chegam acusações contra a Ucrânia. Sergei Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Putin, diz que Kiev está a atrasar as negociações de paz.
“A delegação ucraniana apresentou um rascunho de um acordo de paz em que retira o que de mais importante foi acordado no encontro de 29 de março em Istambul”, afirma Lavrov.
Para a Ucrânia, estas declarações são de “pura propaganda”. As palavras são de Mykhailo Podolyak, um dos membros da delegação que representa Kiev na mesa das negociações.
O político ucraniano diz que a Rússia está a desviar a atenção dos acontecimentos de Bucha. Ainda assim, ambos os lados garantem que vão continuar o esforço diplomático.
Já esta sexta-feira, a presidente da Comissão Europeia e o chefe da diplomacia da UE vão visitar a capital ucraniana para um encontro com Volodymyr Zelensky.

