A ministra dos Negócios Estrangeiros sueca, Ann Linde, considerou esta terça-feira inaceitáveis as ameaças da Rússia ao seu país e à Finlândia pela sua eventual decisão de aderir à NATO, possibilidade que colocam após a invasão russa da Ucrânia.
“É absolutamente inaceitável que a Rússia ameace a Suécia ou a Finlândia de qualquer forma porque são os cidadãos que decidem a sua política de segurança”, afirmou Linde, que está de visita à Bósnia-Herzegovina, em declarações aos jornalistas em Sarajevo.
A chefe da diplomacia sueca observou que a situação de segurança na Europa mudou drasticamente após o ataque russo à Ucrânia.
Referindo-se ao início da intervenção militar da Rússia na Ucrânia, a ministra sublinhou que “há um tempo antes e depois de 24 de fevereiro” e que “a Suécia e a Finlândia decidirão sozinhos sobre o seu futuro”.
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A Rússia ameaçou a Finlândia e a Suécia com “graves consequências político-militares” se os dois países nórdicos, que mantiveram até agora uma política de neutralidade militar, decidirem candidatar-se à adesão à NATO.
O porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, classificou na segunda-feira a Aliança Atlântica como “um instrumento de confronto” cujo alargamento não contribuirá para a segurança na Europa.
“O ataque russo à Ucrânia não foi provocado, é ilegal e injustificável, e é por isso que a Suécia, juntamente com a União Europeia, está com a Ucrânia”, referiu ainda disse Linde.
O chefe da diplomacia sueca reuniu-se em Sarajevo com a ministra dos Negócios Estrangeiros bósnia, Bisera Turkovic, e com a liderança colegial do país dos Balcãs, composta por um muçulmano, um sérvio e um croata.
Finlândia discute adesão à NATO
No final de uma conversa com o primeiro-ministro finlandês, na passada semana, o secretário-geral, Jens Stoltenberg, disse que a Finlândia e a Suécia serão muito bem recebidas na NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
As tropas da Finlândia e da Suécia participaram pela primeira vez num exercício programado da NATO. Nenhum dos países é membro da Aliança Atlântica e a invasão russa à Ucrânia precipitou as manobras militares que estavam planeadas há algum tempo.
Com LUSA
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