A porta-voz do PAN saudou esta quinta-feira que o Parlamento tenha aprovado a sua proposta de uma sessão solene com o Presidente da Ucrânia, mas defendeu que “o Estado português ainda não fez tudo o que estava ao seu alcance”.
No final da sessão solene de boas-vindas ao Presidente da Ucrânia, na Assembleia da República, Inês Sousa Real destacou “a crueza das palavras” de Volodymyr Zelensky.
“Todos os gestos contam, não só diplomáticos, mas também acolher o que nos foi pedido: por um lado, ajuda militar para que possam defender o povo ucraniano e a soberania do seu território. Por outro lado, que se vá atrás dos bens dos oligarcas russos”, afirmou, considerando que “o Estado português ainda não fez tudo o que estava ao seu alcance” na segunda parte.
A deputada única do PAN recordou a proposta do partido sobre o perdão da dívida ucraniana e salientou a importância da integração dos cidadãos da Ucrânia em Portugal.
“Lamentamos que nem todas as forças políticas de forma unânime tenham apoiado esta iniciativa“, realçou, numa referência à ausência do PCP da sessão solene.
Inês Sousa Real destacou a referência, no seu discurso, do Presidente da Ucrânia ao 25 de Abril e aos valores da liberdade e democracia associados a esta Revolução.
“É evidente que devemos estar solidários e recordar que a história nos ensina que a democracia e a liberdade não podem ser dadas como adquiridas e que são um bem a preservar e salvaguardar seja onde for”, apelou.
O Presidente da Ucrânia pediu esta quinta-feira armamento pesado e o reforço das sanções à Rússia, num discurso por videoconferência perante o parlamento português.
Volodymyr Zelensky apelou também insistentemente a que Portugal apoie o processo para o seu país aderir à União Europeia e que use a sua influência nos países de língua portuguesa para estes estarem do lado dos ucranianos.
CONFLITO RÚSSIA-UCRÂNIA
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