Apesar do conflito estar a milhares de quilómetros de distância, o dia ficou marcado pela polémica na Câmara de Setúbal. Também o rescaldo do ataque a Kiev, esta quinta-feira, durante a visita de António Guterres é um dos temas analisados por José Milhazes e Nuno Rogeiro.
José Milhazes sublinha que várias organizações ucranianas tinham denunciado a existência de instituições para cidadãos da Ucrânia que estavam a ser dirigidas por russos pró-Putin
“Isto não é um país a sério. Porque nós estamos em guerra e acontece uma coisa destas. Eu estou perfeitamente convencido que não vai dar em nada, não vão tirar conclusões nenhumas”, diz o comentador, referindo-se ao inquérito que foi aberto.
Nuno Rogeiro destaca que a questão aqui não é “um problema de racismo ou xenofobia”, mas sim “uma questão de direitos, liberdades e garantias”
“Não estou a criticar o Estado russo que faz aquilo lhe compete, recolhe informações age em território estrangeiro. Eu estou a criticar o Estado português que é o protetor dos direitos, liberdades e garantias”, afirma.
Milhazes destaca que este caso – à semelhança do envio de dados de manifestantes para a Embaixada da Rússia pela Câmara de Lisboa – são “questões de segurança nacional a que temos de prestar cuidado”.
Os dois comentadores da SIC abordaram também a morte da jornalistas ucraniana durante o ataque a Kiev, esta quinta-feira, durante o encontro de António Guterres com Zelensky. Rogeiro destaca a comunicação do Ministério da Defesa russo sobre o ataque:
“Eles dizem que Kiev foi atingido por um míssil de longo alcance de grande precisão. O Ministério da Defesa russo reconhece que matou esta senhora, reconhece que matou um civil com uma arma de grande precisão. Isto num país normal, numa sociedade normal e num mundo normal teria consequências”, afirma.
Também Milhazes sublinha que no edifício residencial, “que se saiba, não havia subterrâneos com terroristas nem paióis de armamento” que justificassem o ataque das forças russas.
“Isto é mais um sinal de que a vida humana não vale nada para os dirigentes russos e que é mentira quando eles dizem que só atacam alvos militares. Este caso é mais um que veio mostrar que a Rússia está a cometer crimes de guerra contra civis.”
CONFLITO RÚSSIA-UCRÂNIA
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