Guerra Rússia-Ucrânia

Marcelo diz que Portugal é reconhecido “desde sempre” por acolher refugiados

07.05.2022 15:48

Portuguese President Marcelo Rebelo de Sousa delivers a speech during celebrations of the 100th anniversary of the first aerial crossing of the South Atlantic, by the Tagus river in Lisbon, Sunday, April 3, 2022. Portuguese Navy airmen Carlos Gago Coutinho and Artur de Sacadura Cabral flew from Lisbon to Rio de Janeiro in a Fairey III-D seaplane in 1922. (AP Photo/Armando Franca)

O que não significa que nesse processo não existam “problemas aqui e ali”, sublinhou.

O Presidente da República disse hoje que Portugal é reconhecido “desde sempre” por fazer um “esforço muito grande” no acolhimento de refugiados, o que não significa que nesse processo não existam “problemas aqui e ali”.

“Portugal é reconhecido, desde sempre ou desde há muito tempo, desde a Segunda Guerra Mundial, pelo menos, por fazer um esforço muito grande para acolher os refugiados e tem sido assim ao longo do tempo, agora não quer dizer que seja tudo perfeito”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, à margem da entrega do prémio do concurso literário de 2022, promovido anualmente pelos Lions, na Maia, distrito do Porto.

Focando-se na situação de acolhimento de refugiados ucranianos por cidadãos russos em Portugal ocorrida em Setúbal, o Chefe de Estado entendeu que não se deve “confundir uma árvore, algumas árvores se for caso disso, com a floresta”.

Acrescentando que não há perfeições humanas, Marcelo Rebelo de Sousa reforçou que é feito um esforço por todos os portugueses para acolher os refugiados e a comunidade internacional reconhece isso.

“O propósito da sociedade portuguesa como um todo, das famílias, das portuguesas, dos portugueses, das instituições de solidariedade e das autoridades públicas é acolher e acolher bem, com lisura, com transparência e sem pôr em causa os princípios que tocam os direitos humanos”, ressalvou.

Contudo, sublinhou, pode haver uma “objeção e um problema aqui e ali”.

E em caso de dúvidas investigue-se essas mesmas dúvidas, concluiu.

O semanário Expresso noticiou no passado dia 29 de abril que refugiados ucranianos foram recebidos na Câmara de Setúbal por russos simpatizantes do regime de Vladimir Putin e que responsáveis pela Linha de Apoio aos Refugiados estão a fotocopiar documentos dos refugidados.

Na sexta-feira foram aprovadas as audições no parlamento do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, e a da ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes — que tem a tutela da Igualdade e Migrações –, por unanimidade.

Por outro lado, o PS ‘chumbou’ a audição no parlamento do presidente da Câmara de Setúbal e aprovou a do ministro da Administração Interna e da ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares sobre o acolhimento de refugiados ucranianos naquele município.

Os requerimentos para chamar o presidente da Câmara de Setúbal, André Martins, eleito pela CDU (PCP/PEV), foram apresentados pelo PSD, Chega, IL e PAN e chumbados com os votos contra dos deputados do PS e os votos favoráveis dos restantes partidos, incluindo o PCP.

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