Guerra Rússia-Ucrânia

Putin analisa potenciais ameaças da adesão da Suécia e Finlândia à NATO

13.05.2022 15:18

MOSCOW, RUSSIA – MAY 9: Russian President Vladimir Putin waves during the Victory Day Parade at Red Square on May 9, 2022 in Moscow, Russia. Russia is marking their 77th Victory Day today. (Photo by Contributor/Getty Images)

Afirma o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

O Presidente russo, Vladimir Putin, analisou esta sexta-feira com membros do Conselho de Segurança da Rússia as “potenciais ameaças” para Moscovo da possível adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, anunciou o Kremlin (Presidência).

“Realizou-se uma troca de pontos de vista sobre a decisão da Finlândia e da Suécia de aderirem à NATO e as potenciais ameaças à segurança da Rússia decorrentes da mesma”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado pela agência espanhola EFE.

Participaram na reunião o primeiro-ministro, Mikhail Mishustin, o vice-presidente do Conselho de Segurança, Dmitri Medvedev, o ministro da Defesa, Serguei Shoigu, o chefe da Administração Presidencial, Anton Vaino, o ministro do Interior, Vladimir Kolokoltsev, e outros altos funcionários.

Durante a reunião, Shoigu informou sobre o “desenvolvimento da operação militar especial” na Ucrânia, disse Peskov, segundo a agência russa Interfax.

Na sequência da guerra na Ucrânia, a Finlândia e a Suécia iniciaram um debate sobre a adesão à NATO, que, a concretizar-se, significará o abandono da histórica posição de não-alinhamento dos dois países.

As autoridades suecas divulgaram esta sexta-feira um relatório do Governo e dos partidos sobre a possível adesão, em que são apontadas vantagens para a entrada da Suécia, incluindo para a segurança no norte da Europa.

A Finlândia deverá tornar oficial a sua decisão no domingo, mas o seu Presidente, Sauli Niinistö, e a primeira-ministra, Sanna Marin, já disseram que apoiam a adesão “sem demora”.

Em reação, a Rússia avisou a Finlândia de que será forçada a tomar medidas de retaliação, “tanto técnico-militares como outras”, se o país aderir à NATO.

A Rússia partilha 1.340 quilómetros de fronteira terrestre com a Finlândia e uma fronteira marítima com a Suécia.

Antes da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, a Rússia exigiu à NATO a proibição da adesão do país vizinho e o recuo de tropas e armamento dos aliados para as posições de 1997, antes do alargamento a leste.

A NATO recusou tais exigências.

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