A cadeia de restaurantes McDonald’s anunciou esta segunda-feira que iniciou o processo para vender o negócio na Rússia, que inclui 850 estabelecimentos com cerca de 62 mil trabalhadores.
A empresa justificou a decisão com a crise humanitária causada pela guerra na Ucrânia, dizendo que manter o negócio na Rússia “já não é sustentável, nem consistente com os valores da McDonald’s”.
A decisão surge depois de, em março, a cadeia de restaurantes de fast food ter anunciado o encerramento temporário das lojas situadas na Rússia. Na altura, garantiu que os funcionários iam continuar a receber o salário.
Através de um comunicado, citado pela agência Reuters, o CEO Chris Kempczinski reconheceu que a decisão foi dificultada devido à “dedicação e lealdade da McDonald’s” para com os funcionários e os milhares de fornecedores russos.
“No entanto, temos um compromisso com a nossa comunidade global e devemos permanecer firmes em relação aos nossos valores”, afirmou. “E o nosso compromisso com os nossos valores significa que não podemos manter os nossos arcos [imagem da marca] a brilhar lá.”
O primeiro restaurante da McDonald’s na Rússia abriu em Moscovo, há 32 anos, pouco depois da queda do Muro de Berlim. Foi o primeiro restaurante de fast food norte-americano a abrir na União Soviética, que colapsou em 1991.
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