Guerra Rússia-Ucrânia

Adesão da Finlândia e Suécia à NATO: Aliança Atlântica pretende responder às “preocupações” da Turquia

19.05.2022 20:14

TOPSHOT – NATO Secretary-General Jens Stoltenberg poses with application documents presented by Finland’s Ambassador to NATO Klaus Korhonen and Sweden’s Ambassador to NATO Axel Wernhoff during a ceremony to mark Sweden’s and Finland’s application for membership in Brussels, on May 18, 2022. – Finland and Sweden submitted their applications for NATO membership on May 18, 2022 and consultations were underway between the Allies to lift Turkey’s opposition to the integration of the two Nordic countries into the Alliance. (Photo by JOHANNA GERON / POOL / AFP) (Photo by JOHANNA GERON/POOL/AFP via Getty Images)

Jens Stoltenberg confia que o processo de decisão será rápido.

A NATO anunciou, esta quinta-feira, que pretende responder às “preocupações” apresentadas pela Turquia para bloquear os pedidos de adesão da Suécia e da Finlândia à Aliança Atlântica e que o processo de decisão neste processo será rápido.

“Claro que queremos responder às preocupações que a Turquia manifestou” para encontrar um “acordo para avançar”, declarou em Copenhaga o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, reafirmando a “confiança” numa “rápida decisão” de acolher os dois países nórdicos.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, reiterou, esta quinta-feira, a sua oposição à entrada da Finlândia e da Suécia na Aliança, alegando que considera que os dois países apoiam organizações “terroristas”, referindo-se a grupos curdos.

“Estamos em contacto permanente com as autoridades turcas, também com as suecas e finlandesas. Queremos que tudo isto se resolva rapidamente […] e temos grande experiência em lidar com diferentes pontos de vista”, assegurou o líder da NATO, recordando que a divergência de opiniões entre os países membros sobre decisões importantes não é incomum.

Numa conferência de imprensa conjunta com a primeira-ministra dinamarquesa, Mete Frederiksen, Stoltenberg também destacou que a Turquia é um país “importante” para a Aliança, que nenhum outro “sofreu tanto com o terrorismo e com a crise dos refugiados”.

Frederiksen, por sua vez, disse acreditar que a entrada da Suécia e da Finlândia na Aliança melhoraria “significativamente” a segurança na região, já que todos os países nórdicos se tornariam membros da NATO.

O secretário-geral da NATO defendeu ainda que a Rússia não conseguiu atingir os seus “objetivos estratégicos” na Ucrânia, embora também não tenha desistido deles, e alertou para o facto de o conflito bélico poder durar “muito tempo”, obrigando a prolongar o apoio militar e financeiro a Kiev.

“Tenho confiança na Ucrânia. A nossa tarefa é apoiar a sua liderança política e os ucranianos. São eles que devem definir o que estão dispostos a aceitar para falar de vitória, mas quanto mais forte for a sua posição no campo de batalha, mais forte será a sua posição na mesa de negociações”, explicou Stoltenberg.

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