Guerra Rússia-Ucrânia

Marcelo admite ir a Kiev se e quando o Governo entender adequado

21.05.2022 16:56

LISBON, PORTUGAL – APRIL 03: Portuguese President Marcelo Rebelo de Sousa during the ceremony commemorating the 100th anniversary of the first aerial crossing of the South Atlantic on April 03, 2022 in Lisbon, Portugal. Admiral Carlos Gago Coutinho and Commander Artur Sacadura Cabral left Lisbon at 7am on March 30, 1922, aboard the Lusitania, a British-made Fairey III D Mkll seaplane, the first of three that would be used in this crossing. Lusitania ended up suffering an accident when it was moored in a swell near the Penedos de São Pedro e São Paulo. A second seaplane, Patria, the Fairey Nr. 16, was sent aboard the Brazilian steamer Bagé, so that Gago Coutinho and Sacadura Cabral could resume their journey. However, on the way from Fernão de Noronha to Penedos, on May 04, Patria’s engine malfunctioned and the aviators were forced to make an emergency landing. A third aircraft, Fairey No. 17, Santa Cruz was sent aboard the Portuguese Navy’s vessel Carvalho Araujo. It was aboard this seaplane that the two aviators arrived in Rio de Janeiro, Brazil, on June 17, 1922. (Photo by Horacio Villalobos#Corbis/Corbis via Getty Images)

António Costa anunciou que Zelensky convidou o Presidente da República para uma visita à capital da Ucrânia.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu, este sábado, em resposta aos jornalistas, a possibilidade de ir a Kiev se e quando o Governo entender adequado, realçando que o presidente do Parlamento já tinha sido convidado.

Questionado pelos jornalistas, num hotel em Díli, se vai aceitar o convite do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para se deslocar a Kiev, Marcelo Rebelo de Sousa começou por responder: “Eu não recebi nenhum convite para ir”.

Perante a informação de que esse convite foi transmitido por Zelensky ao primeiro-ministro, António Costa, o chefe de Estado declarou: “Então, se eu vier a ser convidado, terei de ajustar com o Governo, porque o Governo conduz a política externa. Terei de ajustar com o senhor presidente da Assembleia da República, que já tinha dito que tinha sido convidado”.

“Eu irei quando o Governo entender adequado e se entender que é o melhor para o interesse de Portugal, com certeza, com muito prazer. Há um ponto em que estamos de acordo com todos os poderes políticos do Estado, que é convergência no apoio à posição ucraniana”, acrescentou.

“Não quer dizer que à segunda-feira vá um, à quarta vá outro e à sexta vá outro. Quer dizer, irá de acordo com aquilo que for definido pelo mais conveniente para a política externa portuguesa”, completou.

O Presidente da República tinha ao seu lado o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.

Marcelo Rebelo de Sousa observou que “uma coisa é não ir nenhum” alto representante do poder político português à Ucrânia, “outra coisa é irem os três ao mesmo tempo” e realçou que no caso do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, “há uma questão de retribuição”.

“O Presidente Zelensky falou para o parlamento, foi convidado pelo parlamento, falou para o parlamento. Compreende-se que haja um convite ao presidente do parlamento”, referiu.

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