Guerra Rússia-Ucrânia

Ucrânia vai receber mísseis de defesa costeira “para conseguir romper o bloqueio ao porto de Odessa”

23.05.2022 22:27

Opinião

Análise dos comentadores SIC, José Milhazes e Nuno Rogeiro, sobre a atualidade da guerra na Ucrânia.

Os comentadores SIC, José Milhazes e Nuno Rogeiro, analisaram, esta segunda-feira, a atualidade da guerra na Ucrânia, no Jornal da Noite.

Nuno Rogeiro explica que a Ucrânia vai receber mais armamento de defesa costeira, depois de uma reunião entre 47 países numa base aérea dos Estados Unidos.

“Já tinha havido uma reunião, Ramstein 1, presencialmente na base aérea de Ramstein, na Alemanha. Agora reuniram-se 47 países por vídeo […]. A próxima reunião vai ser em junho”, começa por dizer comentador SIC.

“O que é que ficou decidido? Mísseis de defesa costeira para a Ucrânia, para conseguir romper o bloqueio ao porto de Odessa. Em princípio serão os mísseis NSM, mísseis de fabrico norueguês, mas que são usados pelos Estados Unidos, portanto não precisarão de tantos problemas burocráticos para serem libertados e são mísseis que segundo ficou decidido, serão fornecidos na sua última versão, que tem 550 quilómetros de alcance. O que dá um alcance mais do que suficiente para cobrir todo o Mar Negro e chegar à Crimeia. Depois ainda munições, carros de combate blindados, mísseis antiaéreos […] Algumas coisas já estão no terreno”, conclui.

José Milhazes aborda a troca de prisioneiros entre a Ucrânia e a Rússia.

“Os russos não querem só trocar prisioneiros que são valiosos. Querem também trocar mortos e há mortos com algum grau de hierarquia, incluindo um general, que, provavelmente, os russos quererão obter”, explica.

O comentador SIC diz fala sobre os “comandantes do batalhão do regimento Azov que foram mortos quando se preparavam para destruir um arsenal de armas, que não queriam que caísse nas mãos dos russos”. Dizendo que “conseguiram-no, mas foram mortos”.

Rogeiro faz uma apelo a quem tenha familiares que foram retirados da siderúrgica Azovstal.

“A Cruz Vermelha não vai dar publicamente os nomes, nem os números de telefone dessas pessoas, mas quem quiser saber se alguém está nestes prisioneiros, podem contactar-nos e eu forneço os contactos da Cruz Vermelha”, diz.

Milhazes dá conta de um estudo publicado, esta segunda-feira, que disponibilizou alguns dados sobre os soldados russos.

“A maioria dos soldados que participam nas operações na Ucrânia são das regiões mais pobres da Rússia, onde o salário médio mensal varia entre os 380 e os 516 euros. Na guerra eles recebem 819 euros por mês […] Sem dúvida que uma das razões é o baixo nível de vida que têm os soldados russos e até os oficiais, que tentam compensar, roubando tudo”, explica.

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