Guerra Rússia-Ucrânia

Deputado comunista pede a Putin “retirada imediata” da Ucrânia e é chamado de “traidor”

27.05.2022 18:42

Russian President Vladimir Putin attends a meeting with CEO of Znanie Society Maxim Dreval in Moscow, Russia May 5, 2022. Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via REUTERS ATTENTION EDITORS – THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY.

Líder dos comunistas já reagiu e garante que aplicará “as medidas mais duras” contra quem quebrou a disciplina do partido.

Deputados comunistas da região de Primorie, com capital de Vladivostok, exigiram esta sexta-feira ao Presidente russo, Vladimir Putin, que retire “imediatamente” as tropas da Ucrânia.

Vasiukevich, que disse contar com o apoio de outros três deputados do seu partido, foi constantemente interrompido pelo presidente da assembleia regional, de acordo com imagens divulgadas pelos próprios comunistas.

No entanto, insistiu em pedir “a retirada imediata das tropas russas da Ucrânia” e o fim das ações militares.

Vasiukevich sublinhou que após mais de três meses de combates, ficou claro ser praticamente impossível uma solução militar no atual conflito entre russos e ucranianos.

O governador de Primorie, Oleg Kozhemiako, membro do Rússia Unida, o partido do Kremlin, não hesitou em designar o deputado comunista de “traidor”, segundo indiciou o diário Kommersant. Além disso, considerou as suas afirmações um insulto contra as tropas russas que combatem o “nazismo” na Ucrânia, acusação que segundo a nova legislação penal poderá implicar até 15 anos de prisão.

O líder da fação comunista, Anatoli Dolgachev, assegurou ter sido informado sobre a iniciativa e adiantou que aplicará “as medidas mais duras” contra quem quebrou a disciplina do partido.

Os comunistas votaram contra a reforma que permitirá a Putin apresentar-se de novo à reeleição em 2024, mas apoiam a atual intervenção militar russa na Ucrânia.

Na semana passada, Boris Bondarev, conselheiro da missão russa nas instalações da ONU em Genebra, tornou-se no primeiro alto funcionário russo a renunciar ao cargo e condenar publicamente a “operação militar especial” que designou de “não apenas um crime contra o povo ucraniano, mas também contra o russo”.

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