Guerra Rússia-Ucrânia

Embargo ao petróleo russo cortará 90% das importações até final do ano, revela Von der Leyen

Embargo ao petróleo russo cortará 90% das importações até final do ano, revela Von der Leyen

A Hungria, a Eslováquia e República Checa vão continuar a receber petróleo por via terreste.

O embargo ao petróleo russo acordado em Bruxelas pelos líderes europeus irá reduzir em cerca de 90% as importações de petróleo da Rússia pelo bloco comunitário até ao final do ano, destacou esta segunda-feira a presidente da Comissão Europeia.

Numa mensagem publicada na sua conta oficial na rede social Twitter, Ursula von der Leyen saúda o acordo em torno do sexto pacote de sanções à Rússia, que a presidente da Comissão apresentara há quase um mês, e sublinha que o mesmo representará praticamente o fim das importações de petróleo da Rússia dentro de sensivelmente seis meses, mesmo com as alterações e exceções temporárias introduzidas, designadamente o embargo numa primeira fase aplicar-se apenas às importações de petróleo por via marítima.

“Isto irá efetivamente cortar cerca de 90% das importações de petróleo da Rússia para a UE até ao final do ano”, escreveu Von der Leyen.

O sexto pacote de sanções à Rússia, que tinha como elemento central um embargo gradual e progressivo às importações de petróleo russo, estava em suspenso há praticamente um mês, dado alguns países, designadamente a Hungria, reclamarem exceções temporárias, por estarem muito dependentes do crude importado da Rússia, o que forçou a duras negociações e alterações à proposta original.

As sanções passam a abranger numa primeira fase as importações de petróleo por via marítima, de modo a que Hungria e também Eslováquia e República Checa possam continuar a receber petróleo por via terreste (oleduto).

A guerra na Ucrânia expôs a excessiva dependência energética da UE face à Rússia, que é responsável por cerca de 45% das importações de gás europeias. A Rússia também fornece 25% do petróleo e 45% do carvão importado pela UE.

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