Guerra Rússia-Ucrânia

Embargo ao petróleo russo fica aquém dos objetivos de Von der Leyen

A resistência de alguns países não permitiu à União Europeia banir totalmente o petróleo vindo da Rússia.

Embargo ao petróleo russo fica aquém dos objetivos de Von der Leyen

A União Europeia vai cortar em 90% as importações de petróleo russo até ao final de 2022. A negociação do acordo foi difícil, mas os líderes europeus acabaram por dar luz verde ao embargo. Fora do acordo ficam a Hungria, a República Checa e a Eslováquia.

O embargo parcial ficou aquém do objetivo traçado pela presidente da Comissão Europeia. No início de maio, Ursula Von der Leyen apelava à proibição total do petróleo oriundo da Rússia. A resistência de alguns países não permitiu chegar tão longe.

O acordo só é aplicado às importações por via marítima e deixa de fora a Hungria, a República Checa e a Eslováquia – que são os países mais dependentes da Rússia e que só aceitam o embargo nestas condições. Os três países vão poder continuar importar petróleo russo sem restrições até que encontrem alternativas.

A Rússia já desvalorizou o embargo que surge no sexto pacote de sanções. No entanto, a decisão já se reflete no preço do petróleo, que, pouco depois do anúncio do acordo, disparou para 124 dólares por barril.

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