Guerra Rússia-Ucrânia

Continuam sob fogo as cidades ao redor da central nuclear de Zaporijia

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Só nas últimas horas, do lado ucraniano, morreram 16 pessoas.

Por entre receios de um acidente nuclear, persistem os combates nas cidades próximas da central de Zaporijia.

Situada nas margens do rio Dnipro, a central nuclear de Enerhodar está desde o início da guerra em mãos russas. Mas basta atravessar o rio para entrar em território controlado pela Ucrânia.

Cidades como Nikopol, Marganets ou Kushuhum, mais perto da capital regional de Zaporijia, estão sob intensos bombardeamentos pelo domínio das regiões do sul da Ucrânia.

Só nas últimas horas, do lado ucraniano, morreram 16 pessoas em ataques de míssil que destruíram casas, escolas e edifícios administrativos.

Ainda na frente sul, a região de Mykolaiv tem servido de posto avançado na defesa da cidade portuária de Odessa. Vítima de bombardeamentos constantes, a capital regional que também recebe deslocados do distrito de Kherson.

Na frente leste, em Kramatorsk, no Donbass, os habitantes que arriscam ficar fazem fila para recolher bens alimentares. Dilacerada pelo conflito, a rica região mineira e industrial disputada por forças separatistas, está a ser alvo de uma controversa evacuação obrigatória ordenada pelo estado ucraniano.

Na Crimeia, ainda não há explicação oficial para as explosões detonadas no interior de uma base aérea russa da região e que provocaram um morto e 14 feridos. Especula-se que exista mão ucraniana no incidente, não reivindicado, à semelhança de outros episódios de sabotagem.

Em Moscovo, foi detida a jornalista que em março exibiu na televisão russa um cartaz em protesto contra a guerra na Ucrânia.

Marina Ovsyannikova já tinha sido multada duas vezes por ter - segundo a justiça russa - desacreditado o exército. Agora, a cidadã russa com ascendência ucraniana, e cuja casa tinha sido horas antes alvo de buscas, foi detida sob a acusação de divulgação de informações falsas, crime introduzido na lei após o início da guerra, e cuja pena pode chegar aos 15 anos de prisão.

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