Guerra Rússia-Ucrânia

Amnistia vai analisar procedimentos no relatório controverso sobre prática militar da Ucrânia

Amnistia vai analisar procedimentos no relatório controverso sobre prática militar da Ucrânia
ANATOLII STEPANOV
O relatório foi alvo de várias críticas por parte das autoridades ucranianas.

A Amnistia Internacional vai analisar os procedimentos na realização de um relatório controverso em que acusou os militares ucranianos de pôr em perigo civis com as suas táticas militares, que desencadeou violentas criticas de Kiev.

A organização de defesa dos direitos humanos quer reavaliar o seu relatório, de acordo com um comunicado cujo conteúdo foi divulgado este domingo pela agência de noticias alemã DPA.

Na sequência da controvérsia e críticas ao relatório, os peritos externos vão analisar exaustivamente o processo, adianta a mesma fonte, detalhando que os pormenores sobre a auditoria serão determinados pelo conselho de administração da Amnistia Internacional (AI) na próxima semana.

As várias organizações nacionais da AI tiveram a oportunidade, antes da decisão do conselho de administração, de dar o seu contributo, incluindo a filial ucraniana, cuja chefe, Oksana Pokalchuk, se demitiu em protesto após a publicação do relatório.

As autoridades ucranianas acusaram a Amnistia Internacional de ter usado testemunhos obtidos "sob pressão" em territórios controlados pela Rússia para preparar o relatório em que acusou o Exército ucraniano de colocar civis em risco.

O Centro de Comunicação Estratégica e Segurança da Informação assegurou que "a maioria" das entrevistas usadas para preparar o relatório era de pessoas deslocadas para territórios controlados pela Rússia.

O relatório, divulgado no inicio de agosto, alertava que as forças ucranianas colocam em perigo a população civil quando estabelecem bases militares em zonas residenciais e lançam ataques a partir de áreas habitadas por civis.

Esta crítica irritou Kiev, tendo o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, afirmado de imediato "estar indignado" com as acusações "injustas", enquanto o Presidente, Volodymyr Zelensky, considerou que a organização estava a "tentar amnistiar o Estado terrorista russo".

No mesmo dia, a secretária-geral da organização, Agnès Callamard, assegurava que as conclusões do relatório foram "baseadas em provas obtidas durante investigações de larga escala sujeitas aos mesmos padrões rigorosos e processo de verificação de todo o trabalho da Amnistia Internacional".

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