Guerra Rússia-Ucrânia

Ideólogo do Kremlin diz que filha foi assassinada de "forma cobarde"

Ideólogo do Kremlin diz que filha foi assassinada de "forma cobarde"
RUSSIAN INVESTIGATIVE COMMITTEE / HANDOUT
Alekandr Dugin garante que a filha "nunca pediu violência e guerra".

O pai da jornalista russa Darya Dugina, que morreu na explosão do seu carro, em Moscovo no sábado, disse esta segunda-feira que a sua filha foi morta de "forma cobarde", tendo sido "uma patriota" que "nunca pediu violência".

O filósofo russo Alekandr Dugin reagiu esta segunda-feira ao assassínio da filha - que as autoridades russas atribuem ao regime de Kiev - dizendo que o povo russo não pode ser alvo dos inimigos de Moscovo.

Numa declaração na conta da rede social Telegram do empresário russo Konstantin Malofeyev, citada pela agência Tass, falando em nome de Dugin, o pai da vítima do assassínio sublinhou que Dugina era "uma patriota, uma correspondente de guerra e uma filósofa", acrescentando que ela "nunca pediu violência e guerra".

Darya Dugina morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite, e as autoridades russas anunciaram suspeitam de um atentado perpetrado pelos serviços de espionagem ucranianos que poderia ter como alvo Alekandr Dugin.

Na mensagem no Telegram, Dugin considera que "os inimigos da Rússia" mataram a filha "de forma cobarde e dissimulada".

"No entanto, não é possível quebrar-nos, ao nosso povo, mesmo com ataques tão inaceitáveis. Eles queriam suprimir a nossa vontade com terror sangrento contra os melhores e mais vulneráveis. Mas falharão", sublinhou o filósofo russo.

"Os nossos corações não anseiam por vingança. Isso é muito baixo. Não é a forma de agir russa. Precisamos apenas da nossa vitória... Por favor, vençamos!", defendeu Dugin.

Segundo as agências de informação russas, o carro conduzido por Darya Dugina foi alvo de um ataque de uma mulher de nacionalidade ucraniana, nascida em 1979, identificada pelo FSB como Natalya Vovk, que chegou à Rússia em julho com a filha menor, nascida em 2010.

A Ucrânia já negou qualquer envolvimento no assassínio.

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