Guerra Rússia-Ucrânia

Líderes da UE "rejeitam e condenam anexação ilegal" pela Rússia de regiões da Ucrânia

Líderes da UE "rejeitam e condenam anexação ilegal" pela Rússia de regiões da Ucrânia
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As quatro regiões ucranianas em causa representam cerca de 15% do território da Ucrânia.

Os dirigentes dos países da União Europeia "rejeitam e condenam a anexação ilegal" pela Rússia de quatro regiões ucranianas, indicaram esta sexta-feira os Estados-membros numa declaração, acusando Moscovo de pôr "a segurança mundial em perigo".

"Não reconhecemos e nunca reconheceremos os 'referendos' ilegais que a Rússia realizou como pretexto para esta nova violação da independência, da soberania e da integridade territorial da Ucrânia, nem os seus resultados falsificados e ilegais. Nunca reconheceremos esta anexação ilegal", lê-se na declaração.

As quatro regiões ucranianas em causa - Kherson, Zaporijia, Donetsk e Lugansk - representam cerca de 15% do território da Ucrânia.

O Presidente da Rússia afirmou, na cerimónia que assinalou a anexação de quatro regiões da Ucrânia, que “milhões de pessoas fizeram uma escolha clara: voltar à sua verdadeira pátria”, referindo-se ao resultado dos referendos.

Antes desta cerimónia, Vladimir Putin assinou o decreto com base nos recentes referendos em que a maioria dos eleitores apoiou a separação da Ucrânia e a adesão à Federação Russa, e que foram condenadas por Kiev e pelo Ocidente, que consideram os referendos "farsas" democráticas.

Putin acusou ainda o Ocidente de querer enfraquecer a Rússia e de “não ter moral para dar lições a ninguém”, assegurando que vai proteger os seus territórios, incluindo os que anexou agora.

O secretário-geral da ONU, António Guterres condenou a anexação, mas a Rússia acusa-o de ter "dois pesos e duas medidas". O Japão garante que vai continuar a aplicar "fortes sanções" contra a Rússia. Já Joe Biden assegura que nunca reconhecerá referendos "orquestrados pela Rússia". Também o Reino Unido "jamais aceitará" anexação de regiões ucranianas à Rússia


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