Guerra Rússia-Ucrânia

Gomes Cravinho diz que a Rússia arrisca-se a perder a guerra "de forma humilhante"

Gomes Cravinho diz que a Rússia arrisca-se a perder a guerra "de forma humilhante"
Petr David Josek

Ministro dos Negócios Estrangeiros afirma ainda que as sanções vão continuar até que Moscovo acabe com a invasão à Ucrânia

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, afirmou esta quinta-feira em Paris que as sanções à Rússia vão continuar até que acabe a invasão da Ucrânia, com Moscovo a arriscar perder a guerra "de forma humilhante".

O governante português considerou que o oitavo pacote de sanções da União Europeia aprovado esta quinta-feira contra a Rússia é o tipo de punição que continuará enquanto a Rússia insistir na guerra.

Enquanto a Rússia estiver em território ucraniano, haverá sanções à Rússia. Todo o Mundo já começou a perceber que a Rússia não só não vai ganhar esta guerra, como se arrisca a perder de forma humilhante. Portanto, seria muito oportuno, do lado russo, se começasse a pensar como sair da situação que a própria Rússia criou.

O ministro está em Paris para visitas à UNESCO, ao Museu do Louvre e para um encontro bilateral com a sua homóloga francesa, Catherine Colonna, na sexta-feira.

Anexações feitas pela Rússia “não têm validade nenhuma”

Argumentou que Moscovo não tem capacidade militar para manter no terreno as anexações dos território de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson.

"Neste momento, creio que está demonstrado que a Rússia não tem capacidade militar para as anexações que diz ter feito recentemente e que não têm validade nenhuma e que ninguém reconhece", indicou o ministro.

Portugal vai continuar a apoiar a Ucrânia, garantiu João Gomes Cravinho.

Não creio que nos possamos deixar intimidar por palavras soltas e irresponsáveis que ocasionalmente vamos ouvindo da parte de responsáveis russos. Nós apoiaremos as forças armadas ucranianas, apoiaremos politicamente e financeiramente, ate a Ucrânia conseguir obter os seus objetivos.

O apoio à Ucrânia foi tema na reunião com a diretora da UNESCO, Audrey Azoulay.

"Falámos das dificuldades que há a nível de património mundial, vivemos atualmente um momento trágico de guerra, em que há, furto da invasão da Ucrânia pela Rússia, destruição do património na Ucrânia e falámos da importância de salvaguardar essa património e o papel da UNESCO no quadro da guerra", indicou.

Últimas Notícias
Mais Vistos