Guerra Rússia-Ucrânia

UE defende "poderosa missão de treino" após novos ataques à Ucrânia

UE defende "poderosa missão de treino" após novos ataques à Ucrânia
OLIVIER HOSLET

Para Josep Borrell, “a Rússia está a perder esta guerra, pelo que temos de continuar a apoiar a Ucrânia”.

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE) defendeu, esta segunda-feira, uma "poderosa missão de treino" ao exército ucraniano que deverá ser aprovada pelos ministros europeus, para um "forte apoio" à Ucrânia perante "más notícias" de novos ataques russos.

"Comecemos pela Ucrânia, onde [há] más notícias dos ataques russos. Esta manhã, Kiev esteve sob forte ataque de drones no centro da cidade, [pelo que] vamos discutir a situação na Ucrânia e tomar algumas medidas e adotar algumas decisões", disse Josep Borrell.

À chegada da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Luxemburgo, o chefe da diplomacia comunitária precisou que "a decisão mais importante [do encontro] estará relacionada com a nova parcela de apoio militar à Ucrânia e com o envio de uma missão de formação".

Segundo o Alto representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, "esta poderosa missão de treino" permitirá dar um "forte apoio aos militares ucranianos".

" A Rússia está cada vez mais isolada, como pudemos ver na votação da semana passada [na Assembleia Geral das] Nações Unidas. Moralmente, politicamente e mesmo militarmente a Rússia está a perder esta guerra, pelo que temos de continuar a apoiar a Ucrânia", adiantou Josep Borrell.

O encontro de ministros em Luxemburgo é presidido pelo Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e Portugal estará representado pelo ministro da tutela, João Gomes Cravinho.

Prevê-se que seja acordado um reforço do apoio à Ucrânia, com a adoção formal da missão de formação da UE do exército ucraniano, que se soma à já mobilizada ajuda militar, financeira e humanitária. Proposta em agosto passado pelo chefe da diplomacia europeia a pedido das forças ucranianas, esta missão deverá então agora ter a aprovação para a UE conseguir, em solo europeu, treinar cerca de 15 mil soldados ucranianos, principalmente com formação militar básica.

De acordo com fontes europeias, a ideia é que esta missão de treino para o exército ucraniano avance já em novembro em países como a Polónia.

Em junho passado, o Governo português manifestou a disponibilidade de Portugal para dar treino a militares ucranianos, tendo a ministra da Defesa, Helena Carreiras, adiantado na altura existir uma avaliação feita do tipo de formação que o país pode oferecer.

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