Guerra Rússia-Ucrânia

Rússia vai mobilizar antigos reclusos para combater na Ucrânia

Arquivo // Reservista russo numa sessão de treino militar.
Arquivo // Reservista russo numa sessão de treino militar.
ALEXANDER ERMOCHENKO
Trata-se de pessoas que foram libertadas da prisão há menos de oito anos, após condenação por terem cometido “crimes graves”, ou há pelo menos dez anos para os “crimes particularmente graves”.

Os deputados russos aprovaram esta quinta-feira as alterações à lei que autorizam a mobilização de antigos reclusos que foram condenados por crimes graves, que poderão agora ser enviados para combater na Ucrânia.

Trata-se de pessoas que foram libertadas da prisão há menos de oito anos (após condenação por terem cometido "crimes graves") ou há pelo menos dez anos (para os "crimes particularmente graves").

Até agora, a lei sobre a mobilização decretada em setembro pelo Presidente russo, Vladimir Putin, proibia o recrutamento deste tipo de ex-presidiários.

Agora, só aqueles que foram condenados por pedofilia, sequestro com reféns ou atentado, tráfico de materiais radioativos, espionagem ou alta traição não poderão ser mobilizados, de acordo com as alterações aprovadas pela Duma, a câmara baixa do Parlamento russo.

Os deputados votaram igualmente a lei que regulamenta o estatuto de voluntários destinados a "ajudar as forças armadas" em conflitos armados ou operações antiterroristas, no país e fora das respetivas fronteiras.

Nos termos desta lei, eles terão "o mesmo estatuto que os militares contratados".

"É justo: eles defendem o nosso país", sublinhou o presidente da Duma, Viatcheslav Volodin, num comunicado.

A mobilização foi decretada na Rússia após uma série de reveses para as forças de Moscovo em combate na Ucrânia e permite recrutar mais de 230.000 pessoas, segundo os números das autoridades.

A medida desencadeou manifestações de protesto em algumas regiões da Rússia e fez com que dezenas de milhares de cidadãos russos abandonassem precipitadamente o país para evitar o alistamento.

Também se registaram muitos casos de mobilização indevida de homens não-elegíveis - estudantes, pessoas demasiado idosas ou doentes -, tendo o próprio Putin admitido a ocorrência de "erros".

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