Guerra Rússia-Ucrânia

Rússia prorroga detenção de opositor Ilya Yashin por divulgar "informações falsas"

Rússia prorroga detenção de opositor Ilya Yashin por divulgar "informações falsas"
Dmitry Serebryakov

Ilya Yashin, um dos últimos opositores do Kremlin e dos poucos políticos que se pronunciou contra a guerra na Ucrânia, tem estado sob prisão preventiva num centro de detenção desde julho.

Um tribunal de Moscovo prorrogou até 26 de novembro a detenção de Ilya Yashin, crítico do regime de Vladimir Putin, por ter divulgado alegadas informações falsas sobre as forças armadas russas no contexto da guerra na Ucrânia.

Ilya Yashin, um dos últimos opositores do Kremlin e dos poucos políticos que se pronunciou contra a guerra na Ucrânia, tem estado sob prisão preventiva num centro de detenção desde o início de julho, segundo revelou na altura a agência noticiosa Interfax.

As penas para o crime de divulgação de informações falsas sobre as forças armadas vão de cinco a dez anos de prisão, medida introduzida na Rússia após o início da invasão da Ucrânia.

Dmitry Serebryakov

Informações em causa

Yashin foi acusado pela justiça russa de publicar informações falsas sobre os acontecimentos na localidade ucraniana de Bucha, onde segundo as autoridades de Kiev e governos ocidentais as forças russas terão praticado crimes de guerra, e optou por ficar no país, apesar de condenar abertamente a intervenção militar na Ucrânia.

As autoridades russas concluíram agora a sua investigação do caso e enviaram as conclusões ao Ministério Público para aprovação da acusação e seu trâmite para o sistema judicial.

O acusado e a sua equipa de advogados tomarão conhecimento em breve dos resultados da investigação, de acordo com a agência noticiosa TASS.

O tribunal de Moscovo já condenou Yashin a uma multa de 90.000 rublos (pouco menos de 1.500 euros) por criticar a atuação das forças armadas russas na Ucrânia.

A repetição deste delito poderia levar a um processo penal.

Últimas Notícias
Mais Vistos