Guerra Rússia-Ucrânia

Rússia nega negociações com EUA sobre a Ucrânia

Rússia nega negociações com EUA sobre a Ucrânia
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Uma porta-voz oficial russa tinha admitido "contactos pontuais" sobre questões de interesse comum.

A Rússia negou esta terça-feira a existência de negociações com os Estados Unidos sobre a Ucrânia, numa declaração do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrei Rudenko, depois de um porta-voz oficial ter admitido "contactos pontuais" sobre questões de interesse comum.

"Não, não mantemos", declarou Rudenko aos jornalistas, de acordo com a agência de notícias russa TASS.

Na terça-feira, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, admitiu "contactos pontuais" entre as autoridades norte-americanas e russas sobre questões de interesse mútuo.

"Estamos abertos a qualquer tipo de diálogo que seja benéfico para ambas as partes", disse na altura a porta-voz da diplomacia russa.

Da parte dos Estados Unidos da América (EUA), a existência desses contactos foi confirmada na segunda-feira pelo conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan. Segundo os meios de comunicação norte-americanos, trata-se de conversações específicas para evitar uma escalada militar entre os dois países e não para negociar a paz na Ucrânia.

Ao mesmo tempo, segundo o jornal The Washington Post, a administração do Presidente norte-americano, Joe Biden, pediu em privado à Ucrânia que esteja aberta a negociar com a Rússia e que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, abandone a sua posição de recusa ao diálogo a menos que o Presidente russo, Vladimir Putin, deixe o Kremlin.

Este pedido visaria assegurar a manutenção do apoio internacional ao Governo ucraniano. Muitos países estão a sofrer com as consequências da guerra, nomeadamente com a subida da inflação e dos preços da energia.

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