Francisco Cudell, analista de Segurança e Defesa, considera que, apesar do atual afastamento, os Estados Unidos "vão continuar" a ser um aliado da Ucrânia e da Europa. Na SIC Notícias, realça que o Ocidente está a passar pelo "maior momento de negociações diplomáticas" desde a Guerra Fria e que é uma oportunidade para a Europa "acordar".
"Estados Unidos são e vão continuar a ser um aliado da Ucrânia e da Europa. Donald Tump é, neste momento, o Presidente dos Estados Unidos, mas os presidentes vão e vêm e os valores das Nações mantêm-se", afirma o analista.
Perante o "maior momento" de negociações diplomáticas desde o tempo da Guerra Fria, Francisco Cudell considera que é uma oportunidade para a Europa "se transformar e acordar" da "decadência" das últimas décadas.
Na Edição da Manhã, refere que Donald Trump, que vai "perdendo credibilidade", só está preocupado com a supremacia económica dos Estados Unidos.
"Como homem de negócios, só pensa em cifrões", afirma.
No mesmo sentido, defende que as declarações do Presidente dos Estados Unidos sejam "vistas e ouvidas com muita calma" e "alguma preocupação".
O analista de Segurança e Defesa sinaliza que os países europeus "tiveram de se realinhar". Alemanha e França são duas "grandes potenciais" neste momento, contudo, Emmanuel Macron, Presidente francês, tem tido uma posição "muito mais ativa" na guerra na Ucrânia.
"O Ocidente está a passar pelo maior momento de negociações diplomáticas desde o tempo da Guerra Fria", afirma.
Ao momento tempo, está a haver uma "reorganização de ordem mundial fortíssima", com três polos: EUA, Rússia e China.

