Guerra Rússia-Ucrânia

Líderes europeus reuniram-se na Albânia para estreitar laços e discutir temas globais

Volodymyr Zelensky acusa Putin de ter medo de ir à Turquia negociar um cessar-fogo. Já os líderes europeus. Reunidos em Tirana prometem manter a pressão sobre a Rússia. No encontro da Comunidade Política Europeia, Emmanuel Macron faz ainda uma crítica ao silêncio europeu sobre o massacre em Gaza.

(Da esquerda para a direita) O primeiro-ministro polaco Donald Tusk, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o chanceler alemão Friedrich Merz falam durante a reunião sobre a segurança da Ucrânia na 6.ª Cimeira da Comunidade Política Europeia, sexta-feira, 16 de maio de 2025, em Tirana, Albânia.
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A Albânia, ajoelhada aos pés de Itália, com quem fez um acordo polémico para receber os migrantes que Roma não quer. Mas o assunto do dia são os mísseis russos que continuam a chover sobre a Ucrânia.

Zelensky, que foi a Ankara antes de viajar para Tirana, acusa Putin de enviar uma delegação de segunda linha à Turquia para falar com os representantes ucranianos. Já o chanceler alemão vê o copo meio cheio, mas também mais pressão sobre Putin.

Na Albânia, Donald Trump chegou por telefone, numa chamada com Zelensky e os líderes de França, Alemanha, Reino Unido e Polónia.

Mas o encontro desta Comunidade Política Europeia é, sobretudo, para estreitar laços entre mais de 40 líderes europeus, com a inteligência artificial a aliviar a tensão e dar a António Costa um leve sotaque do Brasil.

E, no meio dos risos, a autocrítica ao silêncio europeu sobre Gaza, que diz Macron e boa parte do mundo não entende - uma autocrítica difícil de digerir.