Guerra Rússia-Ucrânia

Explicador

"Zelensky recusa plano de Putin, mas..."

Na análise à atualidade internacional, Manuel Poêjo Torres refere a possibilidade de um acordo temporário de cessar-fogo, as recentes operações militares russas e o envolvimento de outros atores internacionais, como a Coreia do Norte e os Estados Unidos.

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afasta a retirada das suas forças da região do Donbass, que inclui as províncias de Lugansk e Donetsk, no leste do país, como parte de um acordo de paz com a Rússia.

"O que Zelensky diz é que não pode aceitar concessões territoriais. Não pode aceitar, depois de lutar durante 11 anos, desde a invasão da Crimea e do Donbass em 2014, contra um Estado invasor, um Estado que traiu a confiança da Ucrânia, depois da Ucrânia entregar material e armamento nuclear a esse mesmo vizinho, à Rússia, diz que se entregar agora e fizer concessões territoriais ao agressor, não vai apenas premiar o agressor pela sua estratégia, mas vai permitir que o agressor utilize esses territórios para catapultar de futuro um ataque sobre as restantes áreas, agora sobre a proteção das forças militares ucranianas".

No entanto, há uma hipótese de, pelo menos, congelar o conflito.

"Se existir uma plataforma de acordo onde a Rússia garanta que não fará uma invasão futura e que vai respeitar a linha de contacto e os territórios que hoje controla, provavelmente Zelensky e a Ucrânia podem encontrar um acordo temporário, um acordo de cessar-fogo, não um acordo de paz, mas que permita congelar o conflito nesta linha de contacto".

Este é um dos temas em destaque na análise à atualidade internacional no habitual explicador do Jornal do Dia, hoje com Manuel Poêjo Torres.