A 24 horas do frente a frente entre Trump e Putin, no Alasca, a Casa Branca admite que questões territoriais podem estar em cima da mesa. Trump afirma que vai ser um exercício de escuta, mas deixou, há dias, o aviso. Se o primeiro encontro com o homólogo russo correr mal, não haverá uma segunda reunião.
Foi o Kremlin o primeiro a avançar alguns detalhes sobre a reunião na base aérea Elmendorf, no Alasca. A cimeira irá ter início às 11:30 hora local (20:30 em Lisboa).
Donald trump e Vladimir Putin vão estar frente a frente, apenas acompanhados pelos tradutores. Mais tarde, deverão juntar-se as respetivas delegações, uma informação que a Casa Branca já confirmou. No entanto, não foi divulgada a lista dos EUA.
Da Rússia, foi confirmada a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, do ministro da Defesa, do conselheiro de Política Externa de Putin, do CEO do Fundo Russo de Investimento Direto e do ministro das Finanças .
A inclusão de Anton Siluanov é reveladora, já que foi quem liderou a resposta da Rússia às sanções ocidentais, cujo levantamento o Kremlin tem repetidamente estabelecido como condição fundamental para qualquer acordo de paz. Nos últimos dias, têm-se somado as informações e desmentidos na imprensa.
Putin vai oferecer incentivos financeiros a Trump
Esta sexta-feira, é noticiado que Putin vai oferecer incentivos financeiros a Trump, apelando aos instintos de um Presidente que acha que tudo é transacionável.
Do lado americano, pode ser discutido o acesso a recursos naturais do Alasca e o levantamento parcial das sanções à indústria aeronáutica russa.
Depois de se reunir com altos responsáveis, no Kremlin, Putin sugeriu também que Washington e Moscovo podem chegar a um acordo sobre o controlo de armamento nuclear.
Trump já sinalizou que o encontro serve para tomar o pulso à vontade do homólogo de negociar um acordo. A posição seguiu-se à tentativa dos aliados europeus de pressionar o Presidente dos Estados Unidos a não ceder nas linhas vermelhas de Kiev.
Na véspera da aguardada cimeira, Volodymir Zelensky esteve reunido uma hora com o primeiro-ministro britânico.
Não houve conferência de imprensa nem sequer declarações aos jornalistas que o aguardavam em Downing Street.

